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(charge de Benett: Vida no útero)
Raios!!! A vontade é de ir à casa de cada um dos 46 filhos da pátria que absolveram o Renan e socar-lhes as fuças. Isso se soubesse quais foram, pois, francamente, sessão secreta... só podia dar nisso.
Que filhos da pátria! E o filho mor, o presidente do Senado? Com tantas provas de fatos apresentadas contra ele, teve a audácia de dizer no plenário que elas não existiam.
Vai se... fundir àquela corja! Até ontem não podíamos – se é que ainda não podíamos – generalizar dizendo que todo político é safado, corrupto. Mas, e quando a maioria o é? Numa democracia, o que vale é a maioria, não é?
Então, desnaturados senadores, só quero saber uma coisa:
– Quem foi a Pátria que te pariu?
Escrito por Mário Piccarelli às 10h17
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Me desculpem a ausência. Não tenho tido tempo para escrever e postar meus escritos. Abaixo tenho muitos textos e poemas. Se não leu todos, ainda, irá encontrar algo interessante. Mas, se já leu tudo, não desanime: em breve deve vir nova safra.
Abraços a todos e obrigado pelas visitas!
Escrito por Mário Piccarelli às 13h49
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Quem sou?
Sete palmos acima de mim brota uma flôr,
Sete palmos abaixo, o fedor do decompor;
E em mim, amor, nem vida e nem morte,
Apenas dor.
Escrito por Mário Piccarelli às 13h43
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Florescência
Desabrocha, cabrocha.
Rebentando este casulo,
Rompe ao mundo tua flor.
Desfrute da água deste rego,
Regaço deleitoso: sais e sumos;
E da terra que em ti se finca
Abra-te, de dor em pétalas,
Florescendo em matura beleza,
Dos que te fazem aos que te contemplam.
Que caiam, mais tarde, teus véus,
Sem culpas e que já foram palco
De incestos: insetos e pólens.
Virgem perfume que se desfaz,
Como sua beleza que se evapora,
Mas, tímida como aflorou

Escrito por Mário Piccarelli às 10h17
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(Salvador Dali: Maelstrom)
A internet une ou afasta pessoas?
O e-mail – ou correio eletrônico – é um meio de comunicação muito eficiente e, até, necessário nos dias de hoje. Recebemos muitos e muitos e-mails diariamente, sobre os mais variados assuntos; de empresas, pessoas, conhecidos, anônimos – seja lá de quem for.
O fato é que o e-mail – no que tange o lado pessoal – é um meio de comunicação apenas na teoria. Na prática serve para transmitir mensagens que vem e vão carregando conteúdos que, na maioria das vezes, são repassados de outrem. Apesar de tantos e-mails e de recebê-los de tantas pessoas conhecidas, a impessoalidade que esse correio trás consigo é incrível.
Poderíamos criar três pastas para guardar todos os nossos e-mails: uma de propagandas; outra de vírus e pessoas querendo furtar dados e senhas; e a última para guardar as correntes – aquelas com slides, geralmente sobre fé ou auto-ajuda – que se você não repassar para “trocentas“ pessoas irá morrer em poucos dias, mas, se o fizer, tudo que você pensar naquele momento se realizará. O pior é que esse tipo de mensagem é a mais impessoal das três. Pois as propagandas e os estelionatários virtuais, pelo menos, têm o capricho de colocar o nosso nome no texto. É por isso que quando enviamos uma mensagem dessas nem esperamos resposta. No máximo aquela automática de aviso de recebimento.
Como temos muitas informações no mundo digital, e como temos pouco tempo e um pouco corrido, só lemos e repassamos o que nos vem – ou escrevemos, no máximo, um: “Vale à pena ler.” – ou um: “Este funciona mesmo!”; já que iremos reenviá-lo para outro punhado de gente, a impessoalidade se propaga.
Passo o dia verificando meu correio para ver se existe alguma mensagem destinada a mim e não encontro. A “Caixa de Entrada” cheia e nenhum e-mailzinho pra mim. Todos destinados ao meu e-mail, mas nenhum pra mim.
Mesmo textos como este, que podem trazer divergências, são apagados, ou lidos e apagados, mas, raramente respondidos. Se aquilo te toca de alguma forma você terá vontade de dizer: - É verdade. – ou quem sabe um: - E não é que funciona mesmo! – pelo menos pra quem te enviou aquilo. Pois muitas das mensagens que circulam através de e-mails são boas: às vezes de escritores famosos; e o tempo que se gasta para escrever uma só frase dirigida à Pessoa remetente é ínfimo perto do tempo que gastamos com nada em frente ao computador. E mesmo assim não o fazemos.
Precisamos humanizar nossas relações. Já não temos quase tempo para encontros e conversas demoradas; ou temos, mas estamos longe daquela pessoa com qual gostaríamos de conversar. Por que não o e-mail? Talvez seja pelos vários sites de relacionamento que existem. Pode ser. Mas, mesmo assim, acho que o e-mail é mais direto, mais pessoal. Ainda prefiro a velha e boa romântica carta manuscrita, mas no dia-a-dia o e-mail a substitui e, pra mim, com o mesmo sentimento e pretensão de uma epístola.
Por essas e outras que me pergunto – como se perguntam alguns outros preocupados:
– A internet une ou afasta pessoas?
Escrito por Mário Piccarelli às 14h10
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(Tsutomu Kojiri: Reminescência)
Reminiscência
Quero ser lembrado como um todo:
Por cada passo certo,
Por chegar, talvez, tão perto
Do ápice ou do lodo.
Meu espasmo de sensatez –
Minha loucura sensata,
Ou minha qualidade inata –,
Só quero que ecoe cortês.
Pois, agora, vos digo e me desfaço em féculas:
Aos que viram meu parto,
Aos que choram agora que parto,
Me parto em moléculas.
Do barro, o grão;
Do ar, o oxigênio;
Mas que eu dure mais de um milênio,
Provando que nada foi em vão.
Escrito por Mário Piccarelli às 07h33
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Pedra Preciosa
Não sei se quero a paz de um sono,
Ou se quero o sono-da-paz;
Só, quero ser sem-dono,
Um volátil viageiro fulgaz.
Percorrendo as trilhas do destino,
Meu engano se desfez em verdade;
Relutei, meu cruel desatino,
Em extirpá-la da minha saudade.
Hoje, é rúbea a pedra que trago,
No peito, e que um dia foi bruta;
Segui o conselho de um mago:
O que lapida é o que não se refuta.
Verdades se fazem em mim,
Exagero o tudo que sou;
Enalteço o Ser sem fim
Derramando nos outros que estou.
Me liberto deste mundo
Me prendendo a você,
Mergulhando no cosmos profundo
Da interioridade do teu por quê.
Minha veia – minha Láctea –,
Minha verdade forense,
Em meu escuro és minha réstia.
Rubi, a mim você pertence.

Escrito por Mário Piccarelli às 08h53
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A todos os que me visitam, mas, principalmente àqueles que me conhecem, lhes contarei minha última ARTE.
O fato se deu na última Festa Junina da UNILAGO, faculdade que curso, dia 15/06/2007.
Mas, voltando um pouco no tempo, a idéia me surgiu no dia em que anunciaram pela primeira vez em nossa sala que haveria a Festa. Eu disse, na hora e nem sei por que - sei que por empolgação, mas o que me empolgava para essa festa eu não sei -, a seguinte frase: - Na festa, vou pular a fogueira dando cambalhota! E o pior é que cada vez que se falava da bendita Festa eu lembrava e voltava a dizer a todos - pra falar a verdade, alguns, só, mais chegados - que iria pular a fogueira dando cambalhota.
Dia vai, dia vem, e o dia da Festa Junina chegou. Cheguei cedo à faculdade e logo encontrei alguns no bar em frente. Começamos a bebericar e, dalí a pouco, após uma "pequena" fila, chegamos à Festa. Vários conhecidos, quase todos já desinibidos, dançavam e dançávamos; alguns comiam, bebiam, conversavam apenas. Estava tudo uma maravilha e a festa se ia, noite adentro. Banda, quadrilha, fogos, fogueira... - Opa..., fogueira! Quase que ia me esquecendo. Falei pra um e pra outro: - Vamos lá que vou pular a fogueira. Ninguém me incentivou; Pelo contrário, rolou até uns: - Para, Marião! - ou - Desencana! Bom, eu tinha me repetido tantas e todas as vezes que se falava da Festa Junina que faria aquilo que, por mais que alguém me pudesse fazer enxergar o quão sem sentido era aquilo, ou do perigo - se bem que pequeno, pois a fogueira já era só um braseiro -, não adiantava. Eu queria! Como eu havia prometido a mim mesmo e não sei por que, eu queria e iria pular aquela fogueira!
Eu estava indo, mesmo sem ninguém para ver ou registrar aquele momento. Voltei e pedi ao Roni, meu amigo - que também relutava em me dar apoio, mesmo sabendo e ouvindo a tanto tempo que eu iria pular a bendita fogueira -, que viesse, pelo menos, me filmar, pra eu poder guardar e mostrar àqueles que subestimam.
Consegui! Ele e a Joyce, sua namorada, me fizeram a honra de platéia. Me posicionei a alguns metros da fogueira e corri em direção a ela. Bati pela última vez o pé direito no chão, bem próximo às brasas, e saltei. Voei por sobre a fogueira e cai rolando em cambalhota do outro lado.
- Ahá, consegui! Enfim pulei a fogueira dando cambalhota!
Quem me dera ter parado por aqui. Na empolgação - olha a tal da empolgação aí de novo me botando em roubada -, logo depois da cambalhota me virei e, sem pensar, corri para pular a fogueira novamente. Só que desta vez eu estava mais perto dela. Corri, e após bater o pé esquerdo no chão, pela última vez, próximo a fogueira - reparem que agora foi o pé esquerdo - eu saltei.
De novo, voei por sobre a fogueira. Nesse ínfimo espaço de tempo: entre o saltar com o pé esquerdo e o voar, é que tive a certeza de que eu tinha feito alguma coisa errada. Sempre dou essas cambalhotas, mas, pulando e rolando com base em meu lado destro.
Enfim, caí do outro lado da fogueira fazendo o rolamento e já saí em pé. Vibrando e pulando e brincando. Saímos: eu o Roni e a Joyce, em direção ao estacionamento. Íamos dalí para outra festa junina, mas, eu, deixando os dois sem entender, disse que iria pra casa. Saí direto para o hospital. Eu tinha quebrado a clavícula naquele segundo salto. E cá estou eu, escrevendo minha façanha a quem quiser ler e ver. É, sim, ver. Lembram que o Roni voltou foi pra gravar pra mim? Então, o link do vídeo está aqui em baixo para vocês verem.
Não tem aquele ditado: "Prefiro me arrepender do que fiz, e não do que deixei de fazer." Esse sou eu: nem louco, nem normal, apenas o Mário.
Abraço a todos.
E podem dar risada...
Fazer o que, né?
Vejam o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=3_NqPQDOUBQ (YouTube)
Escrito por Mário Piccarelli às 00h40
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Arte.
A arte se manifesta de várias formas possíveis e inimagináveis. Geniosidades em campos nunca dantes navegados se despontam em artes. Gênios! Por fazerem coisas excepcionalmente únicas e inatas, como que se já soubessem daquilo mesmo antes de sabê-lo. Dom! Mas, e todo o resto? Esforço, dedicação, estudo, cultura, saberes, antepassados, ícones, símbolos, referências? Será que já se nasce com isso tudo também? – Ora, pois, somos frutos do meio, e o meio de hoje já nos foi o início de algo.
O que meu português quer dizer é que, se a experiência vivida é repassada através dos tempos e dos meios, somos sempre o final, a conseqüência, o reflexo, o resto, a criatura órfã. Somos, em arte, tudo que já se foi até agora, até a última arte. Não a última produzida, mas a última vista, a última que se parou pra refletir. Isto é o que nos falta: parar pra refletir. Não só sobre aquela arte, mas, sobre a Arte: fonte e expressão cultural, indelevelmente perpétua, aglutinadora e remodeladora de pré-conceitos, preceitos e conceitos, mas, sem preconceitos.
Por isso e por tudo é que devemos ser instigados, desde sempre, e cobrados, pra sempre, a sermos arteiros e, assim, quiçá nos tornarmos artista. Faça arte.
Acabo aqui e vos deixo: A arte é a fuga da realidade, para que voltemos à realidade através do sonho; ou, segundo Gandhi, “A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte”.
Escrito por Mário Piccarelli às 11h41
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Pense, leia!
Pensemos o quanto é intrigante o pensar:
O pensamento é uma voz muda que se propaga em nosso cérebro, através de ondas eletromagnéticas neuróticas, e que ouvimos sem a ouvirmos e sem ela ser verbalizada, ou oralizada. O fato é que a ouvimos, e em voz. Para mim, a voz é indecifrável. Não sei se de mulher, se de homem. Penso ser a minha – eu sei que é a minha, a do meu pensamento –, digo, da minha própria voz, a que se faz pelas cordas vocais – ou não, se já foram extraídas –, a que sai pela boca (ah, e pelo nariz). Aquela mesma voz que se ouve quando lê um livro: com os olhos, sem a boca (sem o nariz). Que voz é essa, ou melhor, aquela. Não! É esta voz. Esta que está escutando agora, lendo. Mas, é aquela também. Aquela te que falou enquanto lia isto. Não a voz que lia, mas a voz do pensamento, pois a leitura, seja ela sobre o pensamento ou não, nos faz pensar.
Por isso pense, leia.
PS: Preciso de um transcritor de pensamentos.
Escrito por Mário Piccarelli às 13h35
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Me desculpem a ausência. Tenho tido pouco tempo para escrever. Mas, espero voltar a produzir logo. Àqueles que costumam me visitarem sempre: não desanimem; àqueles que vem às vezes: voltem sempre; e àqueles que me fazem a primeira visita: salvem a página nos favoritos e não se esqueçam de acessá-la.
Abraço a todos.
Escrito por Mário Piccarelli às 21h57
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Talento em versos Conheça os ganhadores do 2º Prêmio Norberto Buzzini de Poesia Dizem que o poeta já nasce com um recorte mental voltado para a palavra, uma certa facilidade para iconizar o mundo das idéias e das letras. Não seria só questão de treino e experiência literários. Dessa forma não é de se estranhar que no 2º Prêmio Norberto Buzzini de Poesia, dois dos três primeiros colocados tenham menos de 25 anos.

Queria, através deste, agradecer a todos que me ajudaram: seja votando, me incentivando... Fui premiado com o 3º lugar no 2º Prêmio Norberto Buzzini de Poesia. E graças aos votos de vocês, que complemetaram as notas dos jurados, é que pude ter o reconhecimento gratificante sobre uma coisa que, pra mim, ao mesmo tempo é tão pessoal e tão não-minha. Mas, mais do que tudo, poder dividir um pouco de sentimento e palavras, um pouco dessa nossa língua tão farta e exuberante, que pode falar das coisas mais simples e singelas com a gradiosidade que cada uma merece, é o que mais me instiga. E, além disso, saber que posso ter vocês como leitores. Obrigado.
Vejam no link abaixo a matéria publicada pelo Diário da Região, promotor do evento:
http://www.diarioweb.com.br/eventos/corpo_noticia.asp?idGrupo=7&idCategoria=42&idNoticia=93930
Escrito por Mário Piccarelli às 08h09
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Re ou Pró-ativo
As mudanças são constantes e inevitáveis em nossas vidas. Mudamos e notamos mudanças a cada dia: em algo, em alguém. Mas, as grandes trasnformações, aquelas que envolvem a coletividade ou que mudam o rumo de nossas vidas abruptamente, são por nós temidas. Temos medo do novo, temos medo de ousar; temos medo de que nossas vidas saiam da mesmice cotidiana que nos impomos. Alguns chamam de tradicionalismo, outros de conservadorismo; são vários os nomes utilizados para justificar a nossa inércia frente a um mundo super-competitivo e que temos que acompanhar.
Sabe aquela máxima utilizada sempre: "Brasileiro deixa tudo pra última hora."? Então, o que explica isso é que nos colocamos em posição reativa, ou seja, apenas reagimos às situações que nos são colocadas ou impostas. Deixamos para agir no momento em que não temos outras opções.
O sucesso, hoje, está diretamente relacionado à superação de expectativas. Isto em âmbito geral: tanto no profissional quanto nos relacionamentos e em tudo. Temos que agir proativamente frente aos desafios e, se possível, anteciparmo-nos ao inevitável ou às tendências. Pra que resistir e perder tempo se podemos, através de análise tendencial, nos anteceder e tornar o futuro certo em presente.
O que todos querem de nós é um diferencial. Não apenas que sejamos diferentes, mas que tenhamos algo que nos diferencie positivamente em relação ao todo.
Contudo, mais do que nunca - devido a grande inversão de valores, digamos assim -, a ética, a moral, o comprometimento e a lealdade são quesitos indispensáveis para quem quer ocupar um grande cargo e, mais ainda, ser uma grande pessoa.
Frase: "Eu posso mudar. Eu posso viver da minha imaginação ao invés da minha memória. Eu posso me amarrar ao meu potencial ilimitado ao invés de ao meu passado limitado." (Stephen Covey )
Escrito por Mário Piccarelli às 11h25
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ESTE POEMA FOI PREMIADO COM O 3º LUGAR PELO 2º PREMIO NORBERTO BUZZINI

(Di Cavalcanti: Menina com gato e piano)
Amor à distância eu mato
Esperei e recebi o seu cartão postal.
Pois tal cartão-rascunho chega e não alivia.
Via ali você, talvez, noutro Natal.
Tal na festa que outrora, ou nunca, não havia.
Há via de ida e via de contramão,
Mão contrária ao lápis, mão contra o cartão,
O cartão contra mim e eu contrário a tudo.
Doto-me com um manto molhado de choro.
Roxo está meu rosto e quase que me mato.
Toma o que lhe cabe – o rumo – e se alinha.
Linha e agulha à mão, um olho ao outro olha.
Alho, dente, e cebola até que me protegem:
De gente que promete, voz mansa que soa,
Aço que enverga então padre abençoa.
Soa boa palavra, embora bem mal dita.
Dita mal a regra do jogo que joga.
Gajo, para entender, demoro um pouco, custo.
Tosco, em meus pensamentos, grotesco, concluo:
Amor,
Morra!
Escrito por Mário Piccarelli às 15h50
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Maioridade penal
E não é que o Senado acabou aprovando o projeto de lei reduzindo a maioridade penal para 16 anos!? Assim como já escrevi antes, essa medida não resolve nosso problema. Pelo contrário: colocar esses adolescentes em lugares como a Fundação CASA (antiga FEBEM) não ajuda a recuperar da criminalidade nossos menores. Atentem para o seguinte, já disse e repito: apenas 1% dos homicídios dolosos (com intenção), 1,5% do total de roubos – maior motivo de internação na FEBEM – e 2,6% dos latrocínios (roubo com a morte da vítima) tem a participação de menores de 18 anos. Por outro lado, de acordo com o IBGE, essa faixa etária representa 36% da população. Responda-me quem puder: essa medida vai ajudar a reduzir os índices de criminalidade? Você se sentirá mais seguro se esse projeto virar lei? Claro que não! Os jovens representam mais de um terço da população e a quantidade de crimes cometidos por eles é muito pequena em relação ao total. É obvio que esse projeto é mais uma ação maquiadora para autopromoção política, desencadeada pelo caso João Hélio. Prova disso é o caso da Espanha, que reduziu para 14 anos a sua maioridade penal e, como a criminalidade aumentou entre os menores, voltou atrás, para 18 anos. Pensem nisso: nem sempre o óbvio é o correto.
Escrito por Mário Castro às 15h33
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Isto não é um cachimbo.

(Rene Magritte: Pipe)
Nem crédulo tampouco descrente.
Hoje em dia, muitas informações nos vêm de modo representativo, através de pesquisas qualitativas, assim como as pesquisas de opinião. Só nos resta saber se são imparciais. Eu acredito em pesquisas de opinião, mas, como quase tudo hoje em dia, depende. Depende do instituto de pesquisa em questão, da metodologia utilizada, do universo pesquisado, da intenção do requisitante da pesquisa. Isto, pois, a pesquisa de opinião pode nos mostrar a verdade ou pode nos mostrar o que alguém quer que enxerguemos – a respeito de posições e tendências dos mais variados segmentos sociais. É muito comum encontrarmos pesquisas tendenciosas. Por exemplo: se perguntarmos aos nossos amigos o que acham da gente, provavelmente, teremos respostas positivas; mas, se perguntarmos a todos que nos conhecem o resultado poderá ser diferente. Como no caso de pesquisas políticas encomendadas pelos próprios candidatos; ou no caso de empresas que querem que achemos que seu produto é o mais isso ou o mais aquilo. Contudo, no ramo do empreendedorismo, as pesquisas são essenciais e imprescindíveis para qualquer tipo de tomada de decisão, uma vez que as empresas têm o objetivo de suprir as necessidades e expectativas do mercado e, por conseqüência, dos consumidores. Mas as empresas se utilizam, também, das pesquisas quantitativas: aquelas que traduzem em números (taxas, índices, percentual, etc) o publico pesquisado. Todo o planejamento estratégico de uma empresa é baseado em pesquisas: sobre o mercado, os concorrentes, os consumidores. São as pesquisas que nos dão parâmetros e nos mostram o rumo a ser seguido diante da conjuntura revelada. Assim sendo, pesquisar não é pra qualquer um. Elas devem ter a credibilidade necessária para poder servir a algum propósito. Podemos acreditar nas pesquisas, basta usarmos o discernimento e o bom senso: para não acreditar no falso e não desacreditar do verdadeiro.
Escrito por Mário Castro às 15h20
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E quem dirige?
O trânsito em São José do Rio Preto é muito ruim. Isto, devido a vários fatores que, unidos, transformam em tortura o trafego pelas ruas de nossa cidade. Além da má condição asfáltica – nossos bons e velhos buracos –, da falta de pinturas e placas de sinalização, das conversões que se pode fazer à esquerda em avenidas de grande fluxo, o principal problema são os condutores. Dirige-se muito mal em Rio Preto. As pessoas convergem ou mudam de faixa sem qualquer sinalização e, quando sinalizam, não se preocupam em olhar pelo retrovisor para enxergar se vem alguém. Por isso temos um grande número de pequenas colisões. E até graves acidentes, geralmente envolvendo as motos. Muitos dizem que as motos é que prejudicam o trânsito, mas, na verdade, elas são as maiores prejudicadas, por usarem os corredores. Contudo, cada motorista parece achar-se o dono da rua e, assim, ninguém respeita o trânsito. Então, dirijamos por nós e pelos outros.
Escrito por Mário Castro às 14h34
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(Edvard Munch: "O grito")
Sem colírio e nem óculos escuro
Muitas coisas nos deixam cegos, não nos deixam enxergar a realidade ou as possíveis conseqüências de certos atos. Claro que, dentre elas, existem algumas nobres, beneméritas, mas que nos cegam da mesma forma, como a paixão, por exemplo. Mas, falo de outro tipo de cegueira, a causada pela ambição.
Desde os primeiros passos da humanidade este sentimento corrói e contamina pessoas, cidades, países, civilizações. Na verdade, o planeta está cheio dela, que se camufla em outras expressões: como progresso, crescimento, evolução. É pela ambição que manchamos nosso caráter, rasgamos os nossos princípios e agimos de forma a tirar proveito imediato das situações sem pensar nos possíveis danos que podemos causar aos outros ou a nós mesmos no futuro.
O que estamos vivendo hoje é fruto de anos e anos de ambição. E é terrível imaginar que submeteremos nossos próprios filhos às conseqüências desastrosas de nossos atos. Creio que mesmo nos primórdios do processo de crescimento evolutivo alguém já pensava que esse crescimento poderia ser sustentável ou poderia coexistir com a natureza. Mas outros não se importavam com isso, pois estavam cegos. E suas gerações continuam cegas até hoje. Mesmo em tempos de tanta tecnologia, com tantos óculos e lentes de aumento, alguns continuam sem ou se negam a enxergar os fatos macromizados por tantos.
Agora, bem que podíamos usar esse mesmo sentimento para proteger o meio ambiente – ou quem sabe até aumentemos nossas áreas verdes, já que essa é a riqueza do futuro – e a humanidade das conseqüências inevitáveis e irreversíveis desse processo marcado pela ganância e egoísmo. Mas para essa cegueira não adianta colírio, temos que tirar o óculos escuro e tratar o problema. Estamos em alerta vermelho. Ou seria alerta verde?
Escrito por Mário Castro às 10h15
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A culpa é de quem!?
Infelizmente, a culpa pelos inúmeros casos ocorrentes de Dengue é da população. Tenho certeza que todo mundo sabe como se prevenir: combatendo o mosquito aedes Aegypti, agente transmissor da doença. Mas, o que nos esquecemos é que esse combate tem que ser diário, freqüente. Temos que tornar os cuidados para a não proliferação do mosquito um hábito. Só assim poderemos extinguir essa ameaça a nossa saúde. Órgãos públicos e privados têm se esforçado em campanhas de limpeza e conscientização: seja através do projeto Cidade Limpa, ou pela distribuição do complexo homeopático... E por falar nisto, as gotinhas estão criando uma polêmica desnecessária. O único empecilho que havia, foi resolvido através de uma portaria publicada sábado, regulamentando que só os sintomáticos deverão receber essa medicação e, por conseqüência, o medicamento terá que ser prescrito. O que ocorreu foi uma medida precipitada por parte do Governo do Estado, sem antes estabelecer qualquer tipo de diálogo para que o município pudesse corrigir alguma falha no programa. Mas, isto não tira o mérito da nossa Secretaria de Saúde, pois se há estudos que comprovem a eficácia do medicamento contra os sintomas da Dengue - que não são nada agradáveis -, não vejo porque não o usarmos. Por isto, termino este com o slogan, já usado, de conscientização: A Dengue se combate todo dia! E por nós mesmos, basta que cada um faça sua parte.
Escrito por Mário Castro às 09h53
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(Van Gog: Japonaiserie)
Educação: precisamos de um “algo a mais”
A Educação, antes de qualquer coisa, precisa de inovação. As medidas a serem implementadas através do PDE, Plano de Desenvolvimento da Educação, – o chamado “PAC da Educação” –, são boas e prometem ajudar a melhorar as estatísticas. Mas, além das 20 ações que o plano encabeça: como o estabelecimento de um piso salarial para os professores, incentivos financeiros e técnicos às escolas, bolsas para evitar que pós-doutorados deixem o país e contribuam aqui, precisamos de criatividade e inovações pedagógicas que estimulem nossas crianças a se interessarem pela escola e pelos estudos. Não adianta apenas trazermos as crianças para dentro da escola, necessitamos que elas absorvam os conteúdos e se desenvolvam educacional, social e culturalmente. Para isto, a elaboração de um plano de treinamento e desenvolvimento para capacitar, ou melhor, atualizar nossos pedagogos e agentes educadores, a fim de lhes dar ferramentas para tornar o aprendizado algo mais agradável e necessário aos olhos das crianças, é crucial. Outro ponto muito importante é a atividade fora da instituição de ensino. Os passeios a museus, parques, bibliotecas e etc., devem ser um pouco mais freqüentes, pois o paralelo traçado entre o aprendido em sala de aula e o visto no cotidiano é muito mais vantajoso e gostoso para os pequenos.
Contudo, a escola deve ter um corpo docente preparado e coeso para desenvolver um ensino multidisciplinar, onde cada matéria seja uma viga do alicerce chamado Educação, que sustenta toda a construção da grande obra: o Ser Humano
Escrito por Mário Castro às 10h42
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(Monet: Estação São Lázaro (A construção da Europa)
Amor vicejo
Sempre que me vejo
Penso o quanto me desejo
A sorte de um doce beijo
Goiabada, assim, com queijo
Só me falta um cortejo
Que ponha em prosa o que almejo
Eu, você, num só festejo
Timidez é meu manquejo
A qual desfaço com um gracejo
E nossa vida já planejo
Sonho até com o lugarejo
E a cor azul do azulejo
E é por isto que antevejo
Que uso todo o meu traquejo
Toco até o realejo
Ou em cordas um arpejo
Danço e mostro meu molejo
Se é de antes que te elejo
Inspiração do meu versejo
No meu peito te protejo
Te embalo e até bocejo
Ou me acendo em relampejo
Não adianta seu boquejo
Se te amo e lacrimejo
Assim, por esse amor vicejo
Escrito por Mário Castro às 14h55
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A morte do poeta
Andando pela rua tropeçou nas nuvens
Bateu com a cabeça num tapete mágico
Equilibrou-se, penso, nessa corda bamba
Sacou seu guarda-chuva já engatilhado
Planou no ar tão denso feito um grande pássaro
Aproveitando as correntes num balé tão clássico
Desceu rodopiando de volta ao asfalto
Com os pés de volta ao chão se imaginou um cisne
Plumoso e soberano no espelho d água
No leito do seu lago repousado em lágrimas
Gemendo e suspirando pelo pato-feio
Que fora ele, um dia, em meio a tantos raros
Quem dera ter nascido em outro plano trágico
Nas saias da Coroa esse filho pródigo
Bancado à um mecenas que estimula seu estro
Gozando a liberdade que tanto lhe exige
O ócio do ofício que tanto lhe é lógico
E assim viveu, morreu, em meio as pensamentos
Que nunca lhe faltavam mesmo nessas horas
Se imaginou de novo em meio a todo o trânsito
Cabeça sobre o chão e os pés tocando a aurora
Pensando justo o inverso do que fora antes
Deitado no tapete que agora já é seu
Embalado em sono manso em direção ao túnel
Que a luz no fundo brilha tão intensa e impávida
Destino, então, é certo agora não tem volta
Nem mesmo para um cisne de asas tão largas
Aqui é só mais um em meio a tantos plácidos
Aqui jaz um poeta que viveu tão tarde
Um sonho, um sentimento que já não mais arde
Nem pula, nem palpita nesse peito mole
Só jorra, escorre e desce pelo sangue líquido
Que o ralo suga e junta a tantos outros lixos
Jogados à mercê de um mar tão puro e límpido
De volta, de onde veio, completando o ciclo
Renascerá, quem sabe, ele, em outras páginas...
Escrito por Mário Castro às 09h00
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(Salvador Dali: Tentação)
Hipnótica
Dê-me um pisco-depressivo
Preciso anesteziar-me
Uma subtração do real temporal
Fuga em massa dos meus neuróticos
Anormal metamorfose inversa
Retrograda viagem ao futuro
De um passado que nunca vivi
A um presente que não vivo
Nas asas da águia que em mim encarna
Fênix renascida em chamas plumosas
Chamuscada de vida e liberdade
Por uma magia fugaz e esfumaçada
Poeira volátil em ares mansos
De tão fina que é tua neblina
Permeia tudo até as entranhas
E impregna tudo que toca
Em descida tênue me traz de volta
Em cacos ao casco que já foi meu
Que hoje um outro alguém habita
Mas que ao mesmo tempo sou, e não, eu
Quem és, na verdade?
Se te vejo só através do reflexo
Das marcas que deixa em mim
Do teu perfume inconfundível
Ah se te decifro
Se descubro teu segrego
Acabaria contigo na mesma hora
Sorvendo-lhe até a última gota
Escrito por Mário Castro às 14h20
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(Salvador Dali: O último sacramento do supremo)
Perseverança
Maldição!
Cheiro de enxofre no ar
Provação!
Sempre e sempre a atormentar
Tentação!
É difícil suportar
Não é não!
É um teste a nos testar
Quem é bom
São esses que vão sofrer
Quem não é não
Espera só quando morrer
Vai pagar
Por tudo que aqui já fez
Vai implorar
Agora é sua vez
Quem é provado
É aquele que segue o bem
O desgarrado?
O mal já o detém
Vem também!
Ser provado e ser alguém
É o que quer
Jesus e Deus, amém.
Escrito por Mário Castro às 13h18
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(Salvador Dali)
Viva a Vida
Um grito, um lamento, um sussurro
Qualquer forma de desabafo
Um livro, uma música, uma pintura
Qualquer forma de arte
Extravase, derrame, se entregue
Ao sentimento mais puro ou grotesco
Só não guarde:
Sinta!
Viva!
Ponha-o ao mundo
Sois isto:
Intenso
Sentimento
Se não sente não vive:
Sois sonso
Sem sal
Então chore, ria, berre
Só não fique parado
Só não deixe a vida passar assim
Deixe ela te levar
Mas vá ao lado dela e não atrás
Mas não vá à frente também
Pois ela pode te alcançar
E passar
Sabe por onde?
Por cima!
De quem?
De ti!
Dos teus sentimentos
Então assim nada valeu
Não viveu
Só nasceu e morreu a cada dia que não sentiu
Não chorou, não riu, não gritou
Agora é tarde...
...é nada!!!
Nunca é tarde pra viver
Vamos,
Reaja!
Estais vivo
Sinta a vida
Sinta...
Sinta...
Sintaaaaa...
Escrito por Mário Castro às 16h01
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Mulher
Seja qual for a raça, religião ou biotipo ela é sempre a mesma:
Complexamente simples, contraditoriamente unânime
Racionalmente emocional e emocionalmente racional
Perfeita em seus defeitos, correta em suas distorções
Insinuantemente discreta ou ridiculamente linda
Oscilante como a vida, volátil como o álcool
Volúvel quando quer, embriagante sempre
Detêm um veneno incrivelmente mortal
Mas se bem manipulado vira antídoto
Cura para todas as doenças e males
A panacéia para humanidade
Tudo em apenas uma
Nosso remédio
Uma pessoa
Uma mulher
Escrito por Mário Castro às 16h09
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O dia em que a natureza parou.
Olhando o céu pensei:
– Parece papel de parede!
Ta tudo tão parado...
...O brilho intenso e parado das estrelas
A luz estagnada da lua parada
Nem um som eu ouço
Mas lembro da música de Raul Seixas:
“O dia em que a Terra parou”
– Será que parou? – penso eu
Será que cheguei a tal nível de meditação?
De elevação espiritual?
De ascendência?
– É querer demais!
E pra me pôr de volta ao chão
Meu cachorro me interrompeu
E penso: - Consegui!?
Pode ser...
– Vai deitar! – digo ao cachorro
Vou deitar
Mesmo na cama imagino
O dia que, como que em greve, o mundo parou
Ninguém saiu de casa pra nada
Puro acaso
Como se um mal súbito acometesse a todos
O motivo?
Nossa existência!
Nas ruas desertas ouvimos os brados mudos e lamentosos
Som que está em tudo e chega a todos,
Mas ninguém ouve
É a mãe Natureza pedindo piedade,
– Clemência!? – suplica ela em tom agonizante
Faz tempo que ela nos avisa
Mas não ligamos
Hoje tudo parou graças a ela
E eu, em meio a tudo isso?
Que sempre soube, sempre ouvi
Não só ouvi quanto não deixei de falar
Pago a mesma quantia daqueles que se fizeram de rogado
Não vou agüentar
Vou explodir
Em plágio
De novo:
– Pare o mundo que eu quero descer!
Mas já está parado:
De luto!
Por nós mesmos,
Que nos vamos,
Daqui a pouco.
Escrito por Mário Castro às 14h06
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(Portinari: Grupo de alunos)
Nível superior!?
As faculdades e universidades particulares, hoje, disputam quase a tapas alunos para os seus cursos.
De uns anos pra cá, houve um crescimento considerável de instituições de ensino superior que nos deixa tanto contentes quanto preocupados. Contentes pelo fato desse aumento gerar maior concorrência e beneficiar, de uma forma ou de outra, os alunos. O fato ruim é que qualquer pessoa consegue ingressar seus estudos sem qualquer dificuldade.
O vestibular, que deveria servir de peneira para filtrar e selecionar aqueles com condições mínimas para acompanhar o nível requerido pelo curso, não funciona. E não funciona não por algum problema do processo seletivo ou outro problema qualquer, mas por intenção premeditada da instituição em conseguir o maior número de alunos possível.
O reflexo disso é a baixa qualidade do ensino: seja pelo desgaste dos professores – que lecionam tanto quanto possível para atender a demanda e, também, para angariar salários um pouco melhores (pois sabe-se que eles não ganham tão bem) –; ou, seja por culpa dos próprios alunos, aqueles despreparados que conseguiram vaga e agora retardam toda uma classe por não saberem coisas relativas ao ensino médio, ou até mesmo primário.
Creio que o português, e a cultura de um modo geral, é a principal deficiência. Esses alunos não conseguem entender o que seus professores querem dizer; não conseguem interpretar um texto melhor elaborado; e também têm dificuldade em se expressar corretamente em uma avaliação.
Tomara, pelo menos, que eles consigam aproveitar essa nova chance para recuperar o tempo perdido na escola, pois, senão, teremos, em pouco tempo, uma maioria de profissionais medíocres no mercado. E as faculdade e universidades particulares, que retomem os vestibulares, porque esse negócio de redaçãozinha como processo seletivo pode, e irá, denegrir o próprio conceito da instituição.
Escrito por Mário Castro às 13h36
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(Fran von Stuck: Beijo da Esfinge)
Voz da alma
Uma voz...
Que ouço às vezes sem saber
Uma voz...
Que tem o som do bem querer
Uma voz...
Que muda meu destino e que me leva pra você
É a voz da alma
Que inunda minha boca
Que transborda os sentimentos
Que me faz te deixar louca
Voz emotiva
Que vem em forma de canção
Que não cala e não dá trégua
E canta em coro ao coração
Seu som é mudo
Mas ensurdece a qualquer um
Grita forte e entoa alto
Essa canção tão incomum
Descompassado
Coração não dá sossego
Pula e pulsa no meu peito
Se arrebenta, eu tenho medo
Paixão antiga
Foi o que me deixou assim
Machucado e arrependido
Agora eu vou até o fim
Não dá mais
Me perdoa por favor
Corro o mundo, largo tudo
Só não vivo sem você:
Meu amor...
Escrito por Mário Castro às 12h57
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(Salvador Dali: Jovem virgem sodomizada por sua própria castidade)
Desejo doloso
Vem, me usa.
Faz de mim o que quiser.
Se aproveita de mim enquanto puder.
Vem, me abusa.
Derrama sobre mim o fel doce e proibido.
Me lambe com as mãos e me desperta a libido.
Vem, sem recusa.
Que te quero assim pra mim: louca.
Grita de prazer até que sua voz suma rouca.
Vem, sem blusa.
Me sacia de você com teu jogo de sedução.
Que eu passeio por teu corpo ardente de tesão.
Vem, me acusa.
Que sou culpado pelo pecado da carne.
E, mais ainda, por querer que em ti meu filho encarne
Escrito por Mário Castro às 14h05
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Maioridade Penal
O Brasil, em sua real conjuntura, não necessita discutir a redução etária da maioridade penal. Os motivos? Pode ser pelo fato de apenas 1% dos homicídios dolosos (com intenção), 1,5% do total de roubos – maior motivo de internação na Febem – e 2,6% dos latrocínios (roubo com a morte da vítima), terem a participação de menores de 18 anos. Por outro lado, de acordo com o IBGE, essa faixa etária representa 36% da população. Ou seja, essa necessidade não existe e poderia inchar ainda mais nosso sistema carcerário juvenil, que não cumpre a coisa mais importante a que se propõe: a recuperação para posterior ressocialização do menor. O país deveria discutir, por exemplo, a implantação do estudo e do trabalho obrigatório em todas as nossas penitenciárias e Febens. Isto, sim, seria uma ótima medida para que o detento contribuísse de alguma forma para sua regeneração e para com a sociedade, além de não ter tempo para arquitetações, pois, como diz o ditado, mente vazia é oficina do Diabo. Um exemplo que podemos ter da não eficiência da redução da maioridade penal é o da Espanha, que reduziu a sua para 14 anos e, assim, teve um aumento da criminalidade por parte dos jovens e voltou atrás. Contudo, isto foi colocado em pauta pelo fato recente e assombroso do menino João Hélio. Mas é mais uma medida populista e que não resolverá nossos problemas. Educação é a chave.
Escrito por Mário Castro às 14h03
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Janaína
Beleza nua de contornos tão leves, imperfeitos e lindos
Assim como a areia fina imita a cor da tua pele
Céu e mar se confundem em um único azul da cor dos teus olhos
A brisa tem o frescor do teu hálito úmido e quente
Como os cumes altos da serra no horizonte deste cenário
Tuas protuberâncias vistosas ascendem ao infinito
Personificação da beleza moldada em carne e osso
Tua voz se faz como o som de tuas águas
Variando entre cristas e vales de uma mesma onda mansa
Teu canto, sereia, chega às minhas conchas e me perco
Confuso entre as correntes: ora frias, ora quentes de teu amor
Navego sem bússola em tua direção, meu Cruzeiro do Sul
Tu és, como somos, fruto do teu lugar
Não poderias vir de outro lugar senão daqui
Deste remanso pitoresco, marejado e salgado
Destas águas ondeantemente turvas e calmas
Onde repouso e amanheço embalado por teu vai-e-vem
Onde nasço e morro a cada reencontro
Eu me entrego em oferenda a ti, ó iemanjá
Ou me carregue para suas profundezas,
Ou me deixe padecer em tua praia
Mas me afogue
Pois não suporto a idéia de não seres minha
Tu és praiana
Escrito por Mário Castro às 11h18
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“Globarbarização”
Pegando um gancho no jargão utilizado pelo artista Tom Zé, a “globarbarização” ainda é tema de discussões, mesmo após vários anos desde seus primórdios. Claro que tudo tem seus prós e contras, mas devemos atentar quando a balança se desequilibra negativamente.
No que tange a tecnologia, comunicação, intercâmbio cultural, entre outros campos, essa arena global é fértil, produtiva e benéfica para o desenvolvimento. Mas, economicamente, favorece aos países mais desenvolvidos e abastados. Isto, pois, globalizar o mercado é colocar em concorrência economias separadas por anos luz de evolução e por abismos financeiros. Mesmo que medidas sejam tomadas para levar em conta o grau de desenvolvimento dos países e de suas economias, fica quase impossível o não favorecimento das, já, potências.
A ALCA, cujas negociações se arrastam desde 1994, pretende ser reinventada pelos Estados Unidos, mas, agora, sem o Mercosul, dividindo as Américas em dois blocos. Essa nova Área de Livre Comércio das Américas abrangerá desde o Canadá até o Chile, caso se confirmem pactos firmados com Peru, Colômbia e Panamá. O outro bloco, formado por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela e Bolívia – isto se paraguaios e bolivianos não escaparem desta cilada – estará sujeito aos mandos e desmandos de Hugo Chávez, que hoje faz campanha para se tornar presidente vitalício.
Este socialismo retrógrado que o presidente venezuelano quer implantar não é, nem de longe, a melhor maneira de proteger a integridade e os interesses nacionais frente aos impérios estrangeiros e a globalização. Pelo contrário.
Esta atitude americana, pode ser lida como resposta à ascensão dos governos populistas latino-americanos, que são chamados por Robert Zoellick – ex-funcionário do alto escalão do governo americano que está à frente deste novo Tratado – de pied pipers, que seria alguém como o flautista de Hamelin, que encantou os ratos com sua música levando-os para a morte. E são mesmo preocupantes as ações políticas destes, principalmente para nós, brasileiros, que já sofremos abusos e tivemos que engolir, graças a atuação inerte de nosso presidente aos fatos.
Contudo, a “globarbarização” está aí, com todos os seus frutos belos e podres. Só precisamos cuidar para que as partes podres não contaminem o todo.

Escrito por Mário Castro às 15h54
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Dor de insônia
O sono não vem.
Agora, escrevo porque minha cabeça dói.
Parece que escrevendo consigo tirar dela algum peso que a incomoda e não a deixa dormir: pensamentos, palavras; sons mudos que a afligem e a fazem doer pulsantemente dentro de minha caixa craniana tão apertada.
Transcorro linhas e linhas e, com elas, as dores vão se esvaindo, aos poucos. Mas, ao chegar ao final da última, percebo que apenas havia me distraído: as dores continuam.
Agora, paro de escrever porque minha cabeça dói.
E o sono...
Ainda não vem.
Escrito por Mário Castro às 07h38
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“O dia depois de amanhã”
Será que agora, com a superexposição através da mídia, iremos nos conscientizar e tomar medidas efetivas para frear o aquecimento global? É o que me pergunto vendo todos os meios de comunicação batendo na mesma tecla.
Não é de agora que os cientistas nos alertam para este fato, mas estamos chegando a um ponto crítico que, se não ousarmos tomar atitudes drásticas, nos levará a um caminho sem volta.
O processo de derretimento das geleiras pode se tornar irreversível, pois com o aumento do volume oceânico aumentará o acumulo de energia solar retido pelas águas e, mesmo que fizéssemos a temperatura do planeta diminuir, não conseguiríamos deter o desgelo.
Além disto, os cataclismos ambientais que têm acontecido: tsunamis, tornados e outras catástrofes ambientais, continuariam a nos afligir só que com maior freqüência e intensidade.
Espero que ao analisarmos esta delicada questão, o lado econômico-financeiro não se sobreponha, assim como aconteceu na não adesão dos Estados Unidos ao Protocolo de Quioto.
Façamos da Natureza nossa mãe, do verde a nossa cor e da conscientização a nossa bandeira; pela nossa vida e, principalmente, para que haja vida no futuro.

Escrito por Mário Castro às 13h20
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(Kandinsky: Estudar para compor 2)
2007
Creio que podemos acreditar que 2007 será um ano próspero para o Brasil e povo brasileiro. Com a reeleição do presidente Lula – mais amadurecido e calejado – devemos ter um ano de maior desenvolvimento em todas as áreas, mas principalmente no setor de infra-estrutura e transporte.
Já foi divulgado um grande investimento proveniente de uma parceria entre entidades particulares e o governo federal para melhorias e ampliações em rodovias, portos e também na malha ferroviária. A infra-estrutura funciona como propulsora para a economia, atraindo a abertura de novas empresas e a expansão das existentes: gerando empregos e fomentando o mercado nacional.
A única coisa que me preocupa é a segurança. Este ano começou bem violento e a cada dia vemos, lemos e ouvimos novos casos de barbáries.
Na educação – que é a base e a esperança da evolução do país – espero que tenhamos grandes avanços, não só colocando dois professores na pré-escola, mas aumentando a qualidade e criando formas de incentivar o ingresso e o emprenho das crianças nos estudos.
Contudo, acreditemos que este ano será nosso.
Pra frente Brasil!
Escrito por Mário Castro às 09h37
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O texto abaixo foi publicado no jornal Bom Dia de 03/01/07, em "Correspondências"

O ano da Fênix
Me despeço deste ano como quem se despede da vida.
Uma carta suicida de alguém que se enterra com a virada.
Deixo pra trás tudo do nada que tive pro meu novo eu que surgirá: das cinzas ao fogo, da águia a fênix. Mutação evolutiva.
Renasce em mim e de mim um outro – que sou eu – mas de mim não tem nada.
Tão diferente nos defeitos, mas tão igual nas qualidades.
Dos cacos e escombros me refaço, mantendo intactas minhas virtudes. Os erros e defeitos aniquilados guardo apenas na lembrança, como forma de aprendizado.
A cada fim de ano uma morte. A cada novo ano outra vida.
Como sou único, tenho que morrer para poder me perpetuar. Para renascer diferentemente idêntico.
Contudo, a máxima já dita é fato e única: temos que mudar muito para continuar sendo os mesmos.
Feliz ano novo, feliz vida nova.
Um brinde a todas as fênix como eu.
Escrito por Mário Castro às 13h13
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Joãozinho em sua casa
Viu lá fora um passarinho
- Tadinho! Não tinha asa
- Tadinho! Não tinha ninho
Não existe nesse mundo
Tamanha judiação
Passarinho moribundo
Sem asa e sem canção
Como pode ele cantar
Vivendo assim tão triste
Se não pode nem voar
Pra buscar seu próprio alpiste
Joãozinho com tanta dó
Quis confortar o passarinho
Numa árvore pelo cipó
Subiu e lhe deu um ninho
Feliz ficou Tadinho
Em sentir a sensação
De ter de novo um ninho
De ter um novo amigão
Mas a maior aspiração
De Joãozinho é conseguir
Fazer voar seu amigão
Ver lá pro céu ele subir
E com isso poder ouvir
Seu canto feliz e alegre
Cantar pois não pode sorrir
Cantar pois sorrir não consegue
Joãozinho então construiu
Duas asas de papelão
Com a aquarela coloriu
Na cor de seu amigão
Tadinho já preparado
Mas um pouco inibido
Nunca tinha ele voado
Nunca tinha ele vivido
Subiram numa mangueira
O mais alto e longe do chão
Logo sentiram a tremedeira
E disparar o coração
Joãozinho lançou Tadinho
Como se fosse um avião
- Voa, voa amiguinho
- Voa e canta uma canção
Tadinho planava no ar
Com a alegria que nuca teve
Joãozinho chegou chorar
As lagrimas não conteve
Após chegar ao chão
Tadinho sabia o que fazer
Cantar a mais bela canção
Para a Joãozinho agradecer
E foi assim que se firmou
Entre Joãozinho e o Passarinho
Essa amizade que aflorou
Por um canto, um vôo, um ninho
Mais que isso essa amizade
Simboliza a compaixão
Pois não há dificuldade
Que pare um sonho em construção
Obstáculos existem
Pra serem superados
Diferenças não existem
Para os abençoados
E aqui termina o conto
De moral bem entendida
Se fizer certo ganha ponto
E uma lição pra toda vida
Escrito por Mário Castro às 10h40
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(Van Gog: O quarto em Arles)
Tanto quanto pude I
Tanto tempo
Quanto amor
Pude esperar
Tanto sentimento
Quanto desejo
Pude sonhar
Tanto...
Tanto quanto...
Tanto quanto pude
Quanto?
Quanto pude?
Quanto pude: tanto
Pude!
Pude tanto...
Pude tanto quanto pude!
Escrito por Mário Castro às 09h55
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(Salvador Dali: Cruxificação)
Tanto quanto pude II
Tanto carinho guardado, pois não pude dar
Quanto amor sufocado, pois não pude compartilhar
Pude fazer o que queria, mas, por você, não pude
Tanto pra falar engasgado, mas não pude dizer, só escrever
Quanto sofrer calado, pelo que não pude ter, só querer
Pude tanto, quanto pude, mas não pude, só não pude
Tanto poema, tanto sonho, tanto...
Quanto poema, quanto sonho, quanto...
Pude compor, pude sonhar, pude!
Mas não posso mais.
Escrito por Mário Castro às 08h34
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Ilustríssimos senhores Deputados e Senadores,
É com enorme insatisfação que lhes escrevo este. Queria poder estar demonstrando, aqui, meu contentamento para com o trabalho dos senhores, mas é justamente ao contrário que me proponho.
Acho muito injusto um aumento salarial de tal grandeza, tendo em vista os indicadores geralmente levados em conta para tal. Além disto, um desrespeito para com a população, que baseia seu salário em um mínimo de R$ 350,00, o qual querem aumentar para R$ 375,00, ou seja, nem 8% de aumento.
Sei que podem dizer que foi um ato da mesa da Câmara e do Senado. O fato é que tal reajuste teria que, pelo menos, passar por votação, o que não ocorreu. Mas essa votação teria que ser aberta. Daí o problema, não é?
Do modo que as coisas ocorreram, ficou fácil para os senhores a omissão de culpa. Só atentem para um detalhe: não irão se eximir da culpa se permanecerem inérticos.
Normalmente, esses reajustes são anunciados muito próximos ao início do recesso, para que não haja tempo hábil para nenhuma retaliação e o assunto caia no esquecimento e, na volta ao trabalho, seja aprovado. Mas desta vez planejaram mal. Ainda bem!
Espero que os senhores se posicionem da forma como esperamos, pois nós vos elegemos e exigimos reciprocidade à confiança depositada.
Na esperança de que responderão à altura de nossas expectativas, agradeço a atenção dispensada.
Abaixo, os responsáveis diretos pelo reajuste:

Presidente da Câmara: Presidente do Senado:
Aldo Rebelo-PC do B/SP Renan Calheiros-PMDB/AL
Escrito por Mário Castro às 13h47
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Embolada
A baga na palha é paia
Mentira mentida é paia
Mamão é pra mim pa-paia
Versando, escrevendo em paia
Simbora embolá na paia
O fogo de palha é paia
Oca de índio é de paia
Cigarro fumo de paia
Versando, escrevendo em paia
Se embola e não se atra-paia
Escrito por Mário Castro às 08h58
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Dia de Natal
O Oriente já comemorava antes
No solstício de inverno a festa dos “errantes”
Já que nas noites mais frias e distantes
Nada esquentava nem mesmo aos amantes
Festa Mitraica era feita na Persa
Em Roma, Saturnália, é que era a conversa
E outros, sem data em festa adversa
As dos pagãos querem cristianização perversa
Sacrifícios propiciatórios, tributo ao Deus solar
Natalis Invict Solis todos hão de comemorar
Rá, Hórus e Amon, um só Deus a figurar
Que no antigo Egito crentes querem louvar
Aureliano, primeiro estabeleceu
Seguindo a data que Roma concebeu
25 de dezembro é o Natal seu!
Fiéis ou não comemorem o dia do Teu
Para uns Natal pagão
Os outros comemoram em vão
Jesus nasceu. Que dia então?
No mesmo dia! E por que não?
E assim vem toda história
Catequizados, trazemos memória
Da fábula dos magos e da glória
Pena que um pouco contraditória
Contudo, o importante é acreditar
Não na data, mas na fé e no pensar
Jesus Cristo existiu, não podemos duvidar
E seu nascimento, dia 25 ou não, temos que festejar

Escrito por Mário Castro às 13h36
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(Anita Malfatti: Paisagem)
Desmatança
De tristeza morro cedo
Mas não que eu tenha medo
Na ferida ponho dedo
E isso não é segredo
De baixo de um arvoredo
É lá que me sinto ledo
Ou do alto de um rochedo
Revendo o passaredo
E por isto intercedo
Não que seja um arremedo
Natureza é meu brinquedo
Desmatança não concedo
Por ela até me excedo
Não me armo com torpedo
Mas talvez num samba-enredo
Lance eu veneno azedo
Eis aqui o meu folguedo
Voltarei pro meu lajedo
Cuidar bem do meu vinhedo
E é aqui que me escafedo

Escrito por Mário Castro às 12h44
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(Sandro Botticelli: Minerva e o Centauro)
A crença
Vemos o que vemos
Enxergamos o que queremos
Ouvimos o que ouvimos
Acreditamos no que queremos
Mentira ou verdade
Teoria da relatividade
Depende do ponto de vista
A tal da veracidade
Daí a precisão da prova
Verdade que vira trova
Argumento que não se conteste
Mentira que vá pra cova
Sozinha a mentira é vã
Contada em coro é titã
Filósofo morreu louco
Pensando sobre seu divã
Verdade, mentira ou blasfêmia
No auge da minha idade boêmia
Só acredito e dou fé
Às palavras de uma fêmea
Escrito por Mário Castro às 08h14
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Cortejo
Você me pede e eu te escrevo
Dever não deveria
Mas devo
Um texto um poema longevo
Se é o que queria
Me atrevo
Saudade, anjo, de um beijo
Algo mais idealizo
Vejo
É que tenho a faca e o queijo
E aqui eternizo - querida
Meu cortejoVoce me pede e eu te escrevo
Escrito por Mário Castro às 14h01
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(Salvador Dali: A metamorfose de Narciso) Poesia Torta Ai de mim que sou Ninguém Humano torto – ó Deus amém Se assim não fosse Quem eu seria? Alguém? Talvez um dia Pois Alguém sabe O que a Ninguém cabe E se Alguém duvida Ninguém se importa Mas que não se acabe A poesia torta Ninguém quer sombra Alguém quer bomba Mas que Ninguém machuque Se Alguém explodir Tudo é truque! Não há de ferir Antes que Ninguém desabe E de louco Alguém babe Vou me embora! Quem se importa? Mas que não se acabe A poesia torta 
Escrito por Mário Castro às 14h47
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Mãe, fui brincar de astronauta
Quando eu provar o sabor das nuvens
Me lambuzar na aquarela boreal do cosmos
E tingir de cores a massa negra universal
Eu volto
Não sem antes chegar ao fim
Ao limite do infinito
A fronteira entre o tudo e o nada
Para contemplar o verdadeiro vazio
Nadarei por entre as raias orbitais
Derivando, velejando e divagando
Apostando corrida com foguetes
A bordo de meu táxi-lunar
Agora só desço daqui amarrado
Viagem sem volta só de ida
Sem prazo nem tempo certo
O jantar que me espere
Cadê a graça que aqui estava?
Me sinto tão sozinho!
Aqui tem tanto Espaço!
E como que num toque de mágica
Voltarei pra casa por uma passagem secreta:
Um buraco-negro
Escrito por Mário Castro às 12h56
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(Salvador Dali: Leve construção com feijões cozidos: Premonition da guerra civil)
Me deixe em Paz
Voa, voa e me deixe em paz
Siga a rota dos desesperados e se alargue
Vá para onde os seus estão
E me deixe em paz!
Cumpra o prometido
Deixe que o destino cumpra o seu papel
Prove os frutos que semeou
Se amargos são, amarga fostes
E me deixe em paz!
Tolice sua achar-se
Enquanto, na verdade, deverias procurar-se
Arque com o que lhe é de direito
Saboreie sua dor
E me deixe em paz!
Converse com seu travesseiro analista
E reflita, e pense, se sensibilize
O que lhe falta hoje, você teve
E perdeu, e desperdiçou, não valorizou
Hoje não tem mais jeito
O passado, enquanto é presente, muda o futuro
Então viva o presente
E me deixe em paz!
Presenteie o presente
Embrulhando-o em papel límpido de boa fé
Enlaçado-o com a fita do bem comum
Acompanhado de um cartão feito de boas intenções
Assim deveria ter sido seu passado
Deveria ter feito dele um presente
E ter vivido em paz!
E me deixado em paz!
E me deixe em paz!
Escrito por Mário Castro às 08h34
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Ah, se tu soubesses o que sinto
Nem em pintura conseguiria lhe esboçar
Arte alguma refletiria tal confusão
Caminho querendo chegar ao nada
O ar sólido me dificulta a respiração
Mas tudo insiste seguir-me
Como com uma bola-de-ferro em meus pés
Amor, estou cansado das coisas
Riem de mim as estrelas e os astros
Imitam meu monólogo mudo e úmido
Não de lágrimas, mas de fogo
Hoje, queima de tão gelado meu coração
Ontem, refrigerava-me doce em teu colo
Muitas primaveras passei sem lhe conhecer
Agora, qualquer verão seria em vão sem sua ternura
Rompe no horizonte a alegria do reencontro
Inibido por sua beleza o Sol brilha mais fraco
Oh, Anjo sem asas, voe pro meu abraço
Escrito por Mário Castro às 09h10
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Represália
Mais uma vez, o Prefeito age de forma arbitrária como meio de querer mostrar seu poder. Ele, através do seu Secretário de Administração e seu Secretário de Negócios Jurídicos, quer impor suspensão aos funcionários municipais da Saúde que participaram da greve contra o término da jornada de 30 horas. Jornada esta que ele havia se comprometido a validar.
A leitura, que podemos fazer disto, é de que o Prefeito quer, assim, dar um castigo exemplar, além do intuito de desestabilizar e descredibilizar o Sindicato da categoria.
Sabemos que há muita políticagem quando a prefeitura trata assuntos que envolvem organismos representantes de classes, mas isto não justifica atitudes que desrespeitam a democracia e o funcionalismo público. Isto, pois, em sendo suspenso, o funcionário não trabalhará, gerando horas extras. Aqui está um paradoxo, e lhes esporei outro: a greve ainda nem foi julgada e, mesmo assim, a punição já veio.
Além do mais, estão sendo punidos duas vezes, pois os dias em que não trabalharam devido à greve, já lhes foram descontados. Uma terceira conseqüência deste ato de soberba, é fazer com que os punidos, também, percam o direito à licença prêmio, ou seja, uma folga qüinqüenal gozada pelos colaboradores municipais.
Contudo, o caso será levado até às últimas instâncias, pois sabe-se do direito de greve que o próprio estatuto do funcionário público subscreve e da legalidade de todo o ocorrido. É claro que, provavelmente, o caso se arrastará por algum tempo, já que estamos lidando com um Prefeito que, a meu ver, se acha a própria justiça, ou, senão, acima dela.
Escrito por Mário Castro às 12h08
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Amar é viver
Quanto mais penso na vida, mais eu penso em amor.
Os que já tive, o que vivo,
E algum outro que eu possa vir a provar o sabor.
Viver sem amar é sobreviver padecendo,
Na ausência, na carência,
De alguém que nos complete mesmo não sabendo.
Cada escolha uma renúncia, e isso é o que somos.
Amigos, amantes,
Resultados da opereta que em tempo real compomos.
Maestros de nós mesmos, figurantes de outras vidas,
Artistas num baile de máscaras:
Tão alegres, tristes, cinzentas ou coloridas.
O que importa é amar sem culpa, sem medo da fantasia.
Aprender, amadurecer
Experimentar tudo o que nos for bom em demasia
Vivo para amar e amo para viver
Agradeço aos meus amores
Pela centelha da vida em mim reascender
Escrito por Mário Castro às 13h29
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Os mesmos
O que seria de mim sem eu mesmo
Com todos meus defeitos e qualidades
Com todas minhas crenças e ceticismos
Com todas as minhas loucuras e sanidades
O que seria de mim sem você mesmo
Com toda a sua doçura e delicadeza
Com todas as suas virtudes e trejeitos
Com toda sua humildade e grandeza
O que seria de nós sem eu e você mesmo
Com todas as nossas concordâncias e divergências
Com toda nossa individualidade e união
Com todos os nossos carinhos e carências
Sinto falta de mim
Sinto falta de você
Sinto falta de nós
Mesmo!
Vêm, pra mim voltar a ser eu mesmo
Pra eu te fazer ser você mesmo
Pra voltar a existir o nós mesmos
Escrito por Mário Castro às 12h10
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A culpa
Meu bem não se assuste
Se um dia acordar e sentir a vida mais bela e doce
A culpa é minha
Fui eu que mandei um querubim lhe tocar com a flecha da paixão
Meu bem não se preocupe
Se uma dorzinha no peito lhe afligir de vez em quando
A culpa é minha
Fui eu que roubei de ti o amor que eu não tinha e tanto queria
Meu bem não se espante
Se borboletas e pássaros seguirem seus passos o dia todo
A culpa é minha
Fui eu que pedi a natureza para alegrar seu dia na minha ausência
Meu bem não chore
Se um dia à noite vir uma chuva de estrelas em noite sem luar
A culpa é minha
Fui eu que pedi a elas que dançassem quando se sentisse sozinha
Meu bem não se zangue
Sei que não é certo brincar de Deus pra lhe fazer caprichos
Mas a culpa é sua
Que me deixa embriagado de paixão e sem limites para sonhar
Escrito por Mário Castro às 10h47
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Sentimentos
Uma coisa eu aprendi
Através das coisas que vivi
Sentimentos vem e vão
Quer queiramos ou não
Cabe a nós saboreá-los
Tanto eles e seus intervalos
De sentimento em sentimento
Cada qual em seu momento
Raiva e paixão
Amor e indecisão
Egoísmo e felicidade
Angústia e amizade
Movimento de emoções
Que estraçalha corações
Dilúvio de pensamentos
Tanto quanto sofrimentos
Sentir é uma arte é um dom
Mas isto tem que ser bom
Para assim sermos quem somos
Tanto agora como fomos
Escrito por Mário Castro às 13h49
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O país passou, mais uma vez, pelo crivo da população em mais uma eleição.
No geral, a democracia prevaleceu e com êxito, havendo mudanças importantes e de quebra de monopólios em alguns governos estaduais.
O que deve ter decepicionado muitos foi a reeleição do Presidente Lula, que teve em seu partido e no governo vários responsáveis por escandalos. Um esqueça arquitetado pela cúpula do PT para se perpetuar no poder e conseguir apoios barganhados ou comprados, em que muitas pessoas bem próximas ao Presidente se envolveram. Não podemos dispensar a idéia de que o poder isola as pessoas, mas é impossível a não ciência de nosso chefe de Estado de que pelo menos algo estranho acontecia.
Contudo, Lula conseguiu, magestralmente, se disvincular do peso negativo de seu partido e de seus colegas afastados, se reelegendo com uma margem muito expressiva em relação a seu oponente Geraldo Alckmin. Quer dizer, o povo está apostando nele, inclusive vários que não votavam nele e mudaram de idéia ao longo do período eleitoral. E que dessa vez tenhamos os próximos anos menos turbulentos, sem tanta disputa partidária e de interesses, possibilitando o crescimento do país através da concentração de esforços em torno das reformas e medidas necessárias para dar início a uma nova fase: a da prosperidade.
Muitos da oposição se pronunciaram desta forma, garantindo agir em prol do país e desempenhar um papel opositor coerente e sensato. Que isto não fique restrito apenas a retórica, e sim aconteça na prática.
Agora, cabe a nós ter esperança e acreditar em um futuro próspero e, principalmente, de mudanças. Ou seja, que as reformas tributária, política e outras que se fazem necessárias saiam do papel e possamos, através de um programa de governo inteligente e consciente, potencializar nossas qualidades mas, principalmente, minimizar ou extinguir nossas nossas debilidades. Alem disto, não podemos e nem devemos deixar de cobrar dos políticos eleitos suas promessas e, mais do que tudo, ética e respeito para com a população e o país.

Escrito por Mário Castro às 11h02
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O lado Pessoal da Administração
Muitos se intitulam, e teriam que sê-lo de fato, Administradores. Cargo esse que não exige apenas um controle financeiro da máquina empresarial e habilidades para tomada de decisões. Administrar é, sobretudo, trabalhar com o que realmente faz a locomotiva se mover continuamente: o funcionário.
O manejo dos recursos humanos, em qualquer instituição, é peça chave para um maior rendimento e qualidade do produto ou do serviço prestado. Mas, nesse capitalismo voraz de grande concorrência em que vivemos, o lado econômico sempre se sobrepõe. É preferível que os trabalhadores se acabem física e, principalmente, mentalmente, aumentando o absenteísmo (atestados, faltas, atrasos) e diminuindo o rendimento, do que efetivar um planejamento estratégico com diretrizes, objetivos e metas que condigam com a realidade interna e mercadológica em que a empresa está inserida.
Por isto, a humanização do trabalho – no sentido mais amplo da expressão – e das relações profissionais, são quesitos muito importantes para alavancar e motivar todo o processo produtivo, administrativo e de qualquer outra natureza, uma vez que em qualquer área são as pessoas que fazem a diferença.
Escrito por Mário Castro às 09h30
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Verdade Inconveniente
Chegamos a um momento crucial em relação a nossa posição ambiental: ou enxergamos a real situação do aquecimento global e nos preocupamos, ou continuamos a ignorá-la e arcaremos com as conseqüências num futuro bem próximo.
Este é o alerta que já vem sendo dado pelos cientistas e os governantes do mundo insistem em não aceitar. Mas agora é fato: se não tomarmos providencias dentro dos próximos anos, a humanidade estará condenada à fúria catastrófica da natureza. Já vimos exemplos disto com o Katrina, uma vez que o superaquecimento dos oceanos tornam mais freqüentes e fortes os furacões. Além disto, 70 % da superfície planetária é coberta por água, que acaba absorvendo um terço de todo gás carbônico emitido pela queima de combustíveis fósseis. Isto tem aumentado a acidez dos oceanos, que dificulta a capacidade de os corais formarem esqueletos e tem conseqüências perigosíssimas, já que os corais são a base de toda cadeia alimentar marinha.
O superaquecimento, causado principalmente pela demasiada emissão e concentração de gases como o carbônico e o metano em nossa atmosfera, juntamente com o alto índice de desmatamento, estão fazendo com que a temperatura do nosso planeta aumente constantemente. Isto parece não ter tanta importância, mas o caso é urgente. Esse aumento na temperatura global acarreta o derretimento das geleiras do mundo todo e, com isto, o aumento do nível do mar, que poderá encobrir a área litorânea no futuro. Mais que isto, hoje, a camada de gelo do Pólo Norte ajuda a refrigerar o Planeta, refletindo a maior parte da luz solar sobre o Ártico durante seis meses do ano, como se fosse um grande espelho. Com seu derretimento, que vem aumentando, as áreas cada vez maiores de água retém a maior parte da energia solar.
Entretanto, o acúmulo fora do normal desta energia em nosso planeta, tem indicado aos cientistas alterações na relação entre a Terra e o resto do Universo, de modo que “a energia térmica que deveria ser irradiada de volta pela Terra começa a murchar, derreter e torrar os componentes delicados dos ecossistemas do planeta”, conforme disse Al Gore, vice-presidente americano entre 1993 e 2001 em matéria publicada pela revista Vanity Fair e republicada em matéria especial à revista Época de 16 de outubro.
Nesta edição, a revista Época traz uma série de reportagens muito interessantes e sérias, que devem ser lidas. Esta é uma ação de vários meios de comunicação pela conscientização verde, inclusive mostra o que nós como cidadãos devemos fazer para ajudar o nosso planeta.
Acesse o link: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EDG75519-5990-439,00.html

Escrito por Mário Castro às 11h27
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Que nossa crianças durmam em Paz
Hoje, no caminho de casa ao trabalho, senti uma felicidade tão grande que pensei comigo: “Ah, hoje meu dia será ótimo!”. Mas logo mudei de idéia, vou explicar por quê:
Na avenida Clóvis Oger (av. da Coca-Cola), ultrapassei aquele trenzinho que leva crianças para passear pela cidade, quando elas em coro me disseram: “Bom dia!”. Aquilo foi a melhor coisa que poderia me acontecer pela manhã. Pena que este sentimento tão gostoso durou poucos segundos.
Mais a frente, ao chegar à rotatória do IPA (Instituto Penal Agrícola), vi uma aglomeração de pessoas e logo lembrei: hoje é o dia da soltura dos reeducandos beneficiados pelo indulto do Dia das Crianças. E minha face se fechou novamente.
Isto porque sempre nestas datas comemorativas os presos saem e, “coincidentemente”, a criminalidade aumenta. Muitos são reclusos novamente, ao cometer crimes imediatamente após a saída da carceragem.
É difícil não pensar que esses indultos devam ser extintos.
Claro que penso, também, na amargura das crianças que têm seus pais longe, trancafiados. Mas, não tenho certeza de que seus pais pensaram nelas antes que cometer qualquer coisa que pudesse lhes privar de ver seus filhos, senão não teriam feito.
Por isto, alegro-me pelo Dias das Crianças, e preocupo-me pelos detentos soltos às ruas.
Tomara que aproveitem da forma mais saudável possível essa liberdade temporária, para que todas as crianças da nossa cidade possam aproveitar, também, todas as comemorações e dormir em paz.
Escrito por Mário Castro às 12h43
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O ouro Verde
A natureza é uma dádiva, fonte geradora de vida, sem a qual não conseguiríamos viver aqui na Terra.
Mesmo com esta retórica amplamente divulgada, a maioria das pessoas não estão se importando com o assunto.
Em termos econômicos, a riqueza futura de um país será mensurada por seus recursos naturais.
Um projeto, que preserve e planeje a utilização consciente e adequada destes recursos, é extremamente necessário, pois só assim teremos condições de manter, por exemplo, a Amazônia como pertencente ao Brasil. Sim, pois a Amazônia não nos pertence. Lá existem mais pesquisadores e cientistas estrangeiros ao invés de brasileiros, que se utilizam da nossa natureza para descobrir e fabricar novos produtos para, posteriormente, pagarmos royalty para fabricá-los. Além disto, proporcionalmente, mais europeus conhecem a Amazônia do que brasileiros.
Por isto, precisamos desenvolver uma política de uso e elaborar um projeto de preservação e exploração consciente da nossa natureza. Não podemos deixar que a ganância pelo crescimento e enriquecimento acabe com a coisa mais rica que temos.
Zelar pela natureza é zelar pela vida e pelo país. Vamos espalhar a consciência ecológica e fazer da natureza nossa mãe, do verde a nossa cor e da preservação a nossa bandeira.
Escrito por Mário Castro às 15h17
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Na busca da entropia negativa
Com base em conceitos científicos, é possível entender por que estamos vivendo esse momento deplorável em relação à administração pública.
Todos os organismos são regidos por uma lei universal da natureza, na qual todas as formas de organização se movem para a desorganização e a morte. Isto é denominado processo entrópico.
Cabe ao administrador cuidar para que o mesmo não aconteça à sua empresa em sua gestão, através da busca pela entropia negativa. Ou seja, inverter o processo entrópico, de modo que saiamos da desorganização à organização.
Se vivemos em um cenário político tão conturbado e cheio de problemas, é porque não temos administradores competentes para evitar que caminhemos à desordem. A ética, a responsabilidade, a coerência; enfim, o comprometimento total com a administração pública, é fruto da competência e resultado da formação do indivíduo, tanto educacional quanto cultural e social.
Precisamos de políticos que sejam, principalmente, bons administradores. Pois o que eles administram não é só deles e sim de muitos; e a empresa em questão não é a Eu S/A, que pode simplesmente fechar as portas e encerrar suas atividades por força da situação. Aqui falamos de cidades, estados; do país.
Por isto, digo que podemos entender o momento que estamos passando, mas nunca aceitá-lo. Dia 29 de outubro é a nossa chance de quebrar os paradigmas que regem a política e com ela a administração pública. Caminhemos para a profissionalização política, pois é esta entropia negativa que nos faz crer no empenho dos gestores dos sistemas, no intuito de evitar a derrocada por meio da ordenação.

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Escrito por Mário Castro às 11h35
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E não é que não adiantou!
Mesmo com tanta insistência da mídia em mostrar os políticos envolvidos em escândalos que buscavam a sua eleição ou reeleição, alguns desses corruptos foram reeleitos. Nomes como Paulo Maluf (que foi inclusive preso), Vadão Gomes (mensaleiro) e alguns outros patifes formadores de quadrilhas políticas, foram eleitos. Não sei se por burrice de seus eleitores ou por beneciamento destes por seus candidatos, eles conseguiram. Ponto pra eles e bem feito pra nós.
Agora, espero que, pelo menos, cobremos maior responsabilidade e respeito por parte daqueles que nos representam politicamente. Caso contrario, teremos que ter punho suficiente para tirá-los do poder, pois se nós os elegemos poderemos destitui-los.

Escrito por Mário Castro às 14h55
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Este Estado está estranho
Estrada estreita estão estreitando
Estrela estrondando estragado estima
Estão estáticos estes estreiando
Estapafúrdio está extinto estigma
Estudo estagnado estamos estultos
Estaca está estancando estro
Estrilados estão estéreis estatutos
Estradando estamos esta estância
Estiletando esta estou extirpando
Estorvo estampado estilo estiolando
Extravazando estoma esta estafância
Está este Estado Estil?
Estado estância Estado estrelado
Estado extremo Estado Brasil
Escrito por Mário Castro às 11h18
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Não poderia eu deixar passar o dia de hoje sem qualquer comentário ao acontecimento mais importante dos últimos tempos: Os ataques de 11 de Setembro de 2001, que completam 5 anos.
Tivemos uma grande reviravolta devida as ações e reações desencadeadas por este fato. Uma certa inversão ou até reafirmação de valores postos em dúvida.
Entre mortos e feridos, continuamos vendo as mesmas cenas que desencadearam os ataques, além dos próprios ataques em proporções e alvos diferentes, navegando num mar escuro e sombrio, incerto sobre as suas dimensões e causas, mas que de uma forma ou outra é fruto de um mesmo lado sombrio existente e inerente à existência humana.
Escrito por Mário Castro às 14h29
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A fala é um mecanismo que desenvolvemos para facilitar a comunicação entre as pessoas. Modo mais eficaz e comum das relações interpessoais.
Mas, o modo como verbalizamos nossos pensamentos pode ser muitas vezes mal interpretado pelo receptor.
Em várias situações da vida, nos deparamos com mal entendidos provocados pela forma erronia com que traduzimos as palavras proferidas. O modo com que entoamos a fala pode dar uma conotação diferente à desejada. Ou seja, a distorção da real intenção do locutor.
Para conseguirmos nos dar bem em todos os nossos relacionamentos, sejam eles familiares, de amizade ou românticos, temos que estabelecer certa sintonia entre nós e cada uma das pessoas com as quais mantemos contato. E quando enganos acontecem, é justamente o diálogo que restabelece as conexões necessárias ao bom entendimento.
É comum, principalmente quando carregamos algum tipo de preconceito ou sentimento negativo, mesmo que momentâneo, pela pessoa em questão, que entendamos sua retórica como ofensiva, por exemplo, quando não a é.
Precisamos aprender a falar, mas, mais do que isto, aprender a ouvir. Tentar entender o contexto e a emoção embutida na dissipação das palavras emitidas. Bem mais que palavras, tornamos oral nossos sentimento e nossa pessoa.
O modo como falamos e interpretamos em um diálogo, mostra muito sobre o nosso eu: como a formação cultural, intelectual, caráter, crenças e muitas outras colunas de nossos alicerces.
Isto se mostra mais profundo nas relações mais complexas, ou seja, nos relacionamentos mais intrínsecos.
Por isto, tentemos fazer o possível – almejando a manutenção ou a construção de um bom relacionamento, seja ele de qual natureza for – para entender, ou ao menos respeitar a opinião do outro, buscando, principalmente o bom convívio.
Escrito por Mário Castro às 10h43
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As queimadas
Imagine-se no seu quarto, dormindo e, ao acordar, percebe que as quatro paredes que te cercam estão em chamas. Não há saída, a não ser pelo meio das línguas de fogo. Tente sentir o desespero que isso lhe causaria.
Bom, isto é o que acontece quando verdadeiros criminosos fazem a queima da caca. Sem se importar com os animais que morrerão encurralados e queimados, eles pensam apenas em economizar tempo e dinheiro. Claro, pois é bem mais cômodo: atear fogo ao invés de limpar o terreno.
Este sentimento que tento expressar com palavras, nem de perto se assemelha à grandeza do sofrimento destes animais. Criaturas que passam o dia caçando seu alimento e se defendendo de seus predadores naturais, acabam por morrer praticamente dormindo, pelo maior predador da face da Terra: o Homem.
A queimada de cana-de-açúcar é um ato abominável. Além dos pobres animais vítimas deste latrocínio, sofremos com a sujeira causada pela fuligem, diminui-se ainda mais a umidade do ar , além da poluição causada pela liberação de gás carbônico..
Este procedimento deve ser banido, proibido, e nunca regulamentado pelos órgãos competentes.
Àqueles incendiários que não se conscientizarem do mal produzido pela queima da cana, cadeia. E sem fiança, para que tenham tempo para pensar e repensar seus atos.
Gato feridos por queimada:

Escrito por Mário Castro às 14h09
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Duvidar é preciso

A inspiração, seja ela de qualquer natureza, é algo que brota dos mais variados lugares: de um fato, um sentimento, uma imagem, uma palavra. Tudo pode servir de motivação.
Mas, para isto, é necessário buscá-la. Dentro de você ou em algo exterior, qualquer coisa pode servir para ativar o raciocínio e o poder de criação. Basta pensar.
A Filosofia, que agora está voltando a fazer parte da grade curricular do ensino fundamental, é uma matéria indispensável para ativar em nós a inquietude necessária para o questionamento, sem o qual nenhuma resposta seria possível.
Bem mais que uma aula de história, a Filosofia deve servir de elo entre todas as disciplinas da vida. Pois ela, em busca da verdade, cria um leque de opções, com base na argumentação do foco, verificando todas as vertentes possíveis.
Isto, pois, que para tudo na vida existe mais de um ponto de vista, cabendo a nós ponderar e escolher por qual face do prisma queremos enxergar.
Contudo, para podermos formar nossos alicerces sócio-culturais, bem como adquirir a clareza necessária para discernir sobre os temas que a vida nos propõe, necessitamos de conhecimento. Que podemos conseguir seguindo dois passos:
Leia! Seja lá o que for, mas leia! De preferência algo com conteúdo e de seu interesse, mas leia!
Pense! Seja lá no que for, mas pense! De preferência em algo que acrescente, mas pense!

Escrito por Mário Castro às 10h37
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Nos cafundós da mente

Quero fugir
Fugir para onde eu me encontre. Para um lugar que me permita enxergar de cima do muro, vendo tudo com olhos imparciais. Mesmo sendo praticamente impossível não tender a posição alguma, diante de todos os vícios e crenças acumulados ao longo do tempo.
Fugir para onde eu me perca. Para um lugar que me permita viajar pelos meus pensamentos, divagando sobre os mais simples e singelos temas, bem como os mais obscuros e complexos. Isto sem o compromisso da solução, para ter maior liberdade em meus devaneios.
Fugir para onde eu me liberte. Para um lugar que me permita libertar-me das amarras da hipocrisia e da mediocridade, me deixando aquém da mesquinhez humana. Assim, poderia eu fantasiar o que seria do Mundo e da humanidade sem as pessoas portadoras de tais adjetivos.
Fugir para onde eu me aprisione. Para um lugar que me permita prender-me aos meus ideais e aos sentimentos mais puros e benevolentes, tais qual a compaixão, a gratidão e o bem comum.
Esse lugar existe e está dentro de cada um de nós. É um lugar onde podemos mergulhar, mesmo que por instantes, e percorrer as mais belas e intrigantes paisagens. Lugar sem culpa, sem medo, sem grades. Sem e com o que quisermos.
Esse lugar é a nossa mente, que por intermédio dos pensamentos faz com que tudo seja possível, inclusive o impossível. Lugar onde tudo pode acontecer, inclusive nada.

Escrito por Mário Castro às 14h41
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Faço questão de postar esse texto. O recebi por e-mail e o achei muito bom! Gostaria que, quem puder, leia. O autor se intitula "Sol da Glória".
Vejam:

Meu tributo à Vida
Estou vivo, por isso, penduro bandeirolas para alegrar meu dia. Estou vivo, por isso, contrato um poeta para compor um hino. Soberanamente decreto que todo dia, de agora em diante, será feriado.
Estou vivo, por isso, organizo o maior de todos os banquetes; e gastarei os próximos 365 dias com a festa do meu aniversário.
O que amo na vida? O imponderável; dançar na beira de abismos; tentar cruzar despenhadeiros em corda bamba; esperar o tiro de canhão na largada da maratona e não saber como vou terminá-la. Adoro desconhecer as notícias que o telefone trará quando se intrometer em meu sono. Como é fascinante sentir um medinho infundado antes de receber os exames do laboratório. Já sinto frio na barriga só de pensar quando este medinho se transformar no Grande Pavor. Creio que lutarei com bravura quando precisar enfrentar a dama da foice que vai tentar me seqüestrar em seu bornal, rumo ao improvável horizonte. Como é bom poder dizer que cada dia é suficiente em seu próprio mal, e não fugir de acordar a cada manhã, mesmo sabendo que poderei renascer das cinzas, como naufragar em meus problemas.
O que amo na vida? Gente. Gosto da diversidade humana, principalmente dos que me rodeiam. A íris dos olhos é mágica. Nela se escondem degradações que se acumularam em milênios de história. Personagens depravados preenchem páginas, capítulos, tomos inteiros, e são seus olhos que mais despertam interesse. Eles conheciam os segredos de Pandora e simpatizaram com a sordidez de Lúcifer. Todos, porém, participaram do teatro existencial; não fossem seus porões macabros, não haveria enredo para Shakespeare, Dante, Eça de Queiroz ou Machado de Assis. Para escrever, eu igualmente preciso deles. Mas, as pupilas também são poli cromáticas e delas emanam réstias da luz divina. Devemos aos bons à viabilização da existência. Como é gostoso ler biografias e poder construir um panteão de princesas e príncipes. Desaprendo a vaidade e murcho meu ego depois de que caminho ao lado de gente como Priscila e Áquila, Policarpo, Francisco de Assis, João Wesley, Adoniran Judson, Mahatma Ghandi, Martin Luther King e Madre Tereza de Calcutá. Estes nunca se contentaram com as cercas altas ou com os apertados quintais onde nasceram. Quando me familiarizo com suas histórias, curvo-me diante de seus legados, e humildemente reconheço que nada sou, nada fiz.
O que amo na vida? A singeleza das crianças que beijam roçando o nariz duas vezes; o ltruísmo de quem oferece a casa para uma prostituta de esquina; o empenho do enfermeiro que faz serão gratuito ao lado do moribundo; a resiliência da mulher que lava o marido com Alzheimer; a doçura da filha que empurra a cadeira de rodas de sua mãe enquanto passeiam pelo parque.
O que amo na vida? Sua beleza. Gosto de meditar, enquanto peixes coloridos bailam em câmara lenta pelos ribeiros; de ler, ouvindo o tamborilar preguiçoso da chuva fina; de pensar em Deus naquele momento breve em que a noite engole o sol e desaparece com o dia; de me sentir acorrentado na frente de um Van Gogh; de recitar Vinicius; de fechar os olhos, permitindo que Bach me possua por inteiro. Adoro textos pungentes. Sou melancólico como a bossa nova do Jobim. Sinto-me geneticamente ligado à nostalgia do fado português. Prefiro estradas bucólicas, aos jardins do impressionismo de Monet.
Estou vivo! Ainda hoje brindarei com um cálice de Merlot chileno; lerei Aluisio Azevedo; dormirei abraçado com a mulher de minha mocidade; mas, antes cochicharei para Deus: Obrigado!
Soli Deo Gloria.
Escrito por Mário Castro às 14h22
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ESSE PODE SER O MEU LEMA:

De forma atrapalhada,
mas não de forma que me atrapalhe.
Escrito por Mário Castro às 10h27
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SERÁ!?
Já tivemos Presidentes com dedinho...
Já tivemos Presidente sem dedinho...
Mas não foram aquilo que esperavamos.
Será que um Presidente com 2 dedinhos resolveria?

Escrito por Mário Castro às 09h49
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Mulher da noite
Diante do obscuro a espinha gela
Carranca grotesca espelho do mal
No vale gelado o vulto dela
Arrepia alma espírito ancestral
Exu mulher em forma de gente
Calada da noite abrigo profano
Destila veneno perigosa serpente
Embriagues volátil cruel desengano
Tal qual a morte sorrateira
A espera árdua dor pungente
Armadilha necrótica em clareira
Desfalece esperança insana demente
Prazer sofrido ritual macabro
Deleite saboroso latrocínio cruel
Sabor de desejo a luz de candelabro
Coração jorra púrpuro coquetel
De êxtase morre decadente final
Desabafo do ventre gemido mudo
Contudo encerra-se momento apicial
Do gozo à morte do nada ao tudo
Escrito por Mário Castro às 12h33
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Transcendental

Tenho a idade de quem me pergunta
Para uma criança sou infantil
Para um adolescente sou púbere
Para um adulto sou maduro
Para um velho sou experiente
Por isto uma criança me vê como criança
Por isto um adolescente me vê como adolescente
Por isto um adulto me vê como adulto
Mas um velho me vê com sabedoria
Escrito por Mário Castro às 12h32
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Como o Amor nos confunde

Se fundo, se profundo,
Se raso, se superficial...
Como no real do sonho do mundo,
Vivemos imaginando o trivial.
Mal e Bem lado a lado,
Num cavalo alado voando,
No rolar trotando do dado.
A sorte lançada ao léu,
Sem véu nua no escuro,
De um sussurro se sente o fel,
Graças do céu apenas puro.
Contudo é sempre um fardo,
Inevitável dardo pontiagudo,
Absurdo cravado no bastardo.
Escrito por Mário Castro às 12h31
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Consultas e Exames nas UBS's

A população reclama, e com razão, da demora do agendamento de exames de média e alta complexidade e consultas com especialistas pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
Esta demora se dá pelo fato de haver uma demanda excessiva em relação às cotas destinadas as UBS's (Unidades Básicas de Saúde). Demanda essa que em alguns lugares é gerada pelo êxodo dos munícipes de outras localidades, ou até mesmo de moradores de outras cidades.
Mas, mais do que isto, esta demora é fruto de uma linha de conduta médica. Claro, pois cabe apenas ao médico a incumbência de dar tais pedidos de exames e guias de encaminhamento, mediante a um pré-diagnóstico - o que muitas vezes não acontece.
Estes pedidos são feitos muitas vezes por exigência do paciente - que só não se automedica por precisar de uma receita médica (que também é exigida especificamente ao médico) para pegar o remédio na farmácia da UBS - ou por falta de profissionalismo do médico. Sim, pois é muito mais fácil dar o pedido que o paciente quer ou pedir todos os exames possíveis para posterior diagnóstico, do que ouvir o paciente e investigar previamente para pedir apenas os exames cabíveis e pertinentes.
Mas, tudo isto descende de um aspecto cultural e de difícil mudança, já que nesse sistema capitalista e de princípios neoliberais em que vivemos até a Saúde Pública é alvo da “clientelização”, onde pessoas deixam de ser pacientes e passam a ser clientes.
Fica aqui a sugestão a todos os usuários do Sistema Único de Saúde rio-pretense: deixem que o médico requisite seu exame ou o encaminhe ao invés de lhe fazer tal pedido. E aos médicos, um pouco mais de comprometimento e integração à realidade vivida pela Saúde de nossa cidade.
Assim, quem sabe, juntos poderemos minimizar o tempo de sofrimento de nossos cidadãos que buscam, mais do que saúde, o bem estar.
Escrito por Mário Castro às 12h30
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Amável Luar

Lá sob as estrelas o sereno umedece a gente
Uma lua ilumina toda escuridão inocente
Atraindo silêncio quebrado pela mente
Razão e devaneio jaz ambivalente
Lúgubre satélite que os presencia
Um amor, a morte, trabalho, a boemia
Amar em plenilúnio é amar em demasia
Revela aos amantes quão grande sua magia
Escrito por Mário Castro às 12h29
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Elis Regina

No silêncio da noite, vejo as estrelas e lembro você.
No meio do dia, olhando as flores vejo seu sorriso.
No tudo que faço ou vejo há sempre melodias.
No silêncio da noite ou no meio do dia vou sempre a cantar.
Mas quando ouço sua voz...
Eu me calo!
Escrito por Mário Castro às 12h23
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Ano eleitoral é sempre igual

A cada ano eleitoral, intensifica-se a troca de “carinhos” entre candidatos de coalizões diferentes. Não que em outras épocas as farpas não existam, mas...
Estamos cansados de ofensas, denuncias sem base que sempre levam a nada, que invadem muitas vezes a intimidade do indivíduo. O objetivo é óbvio: o desgaste da imagem, ou melhor, do conceito de tal pessoa ou partido.
Os candidatos e seus partidos deveriam se empenhar mais em mostrar o caminho da melhora, através de idéias e estratégias lucidadas em seus planos de governo.
È claro que uma análise do que foi ou não feito por antecessores é necessária, pois só assim se pode corrigir o errado e aperfeiçoar o correto.
Portanto, quando voltar à tona a reforma política, deve-se pensar em maneiras de coibir a retórica ofensivo-agressiva, de baixo cunho, que nada acrescenta aos eleitores. Vamos acabar com a politicagem e fazer política, que deve ser vista coma a ciência moral normativa do governo da sociedade civíl.
Escrito por Mário Castro às 12h22
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O Transporte Brasileiro
VEJA O MAPA EM TAMANHO ORIGINAL NO LINK:
http://www.revista.akademie-brasil-europa.org/Corres-Bilder2/BildCorres06-Mapa.jpg
É sabido e notório o enorme potencial brasileiro, para o transporte de mercadorias em grande escala, através da malha ferroviária e hidroviária. Digo potencial pois são pouco utilizadas se comparadas ao grande fluxo terrestre.
Historicamente, deixou-se de lado o investimento nesses setores por haver, desde a consolidação das grandes empresas automobilísticas - e até hoje com as empresas de pneus, concessionárias de rodovias – uma enorme gama de interesses envolvidos que tornam truculento o processo evolutivo de utilização de tais meios de transporte.
Tanto que, por exemplo, praticamente extinguiu-se o transporte de passageiros em viagens ferroviárias, para poder dar lugar a um maior escoamento de mercadorias sem a necessidade de grandes investimentos em aumento das linhas férreas.
A pouco, O governador Cláudio Lembro e o presidente da Única (União da Agroindústria Canavieira de São Paulo), Eduardo Pereira de Carvalho, assinaram protocolo de intenção para a execução de um estudo sobre a logística de escoamento da produção sucroalcooleira paulista. A principal idéia é a implantação de dutos que levariam o álcool até o porto de Santos para ser exportado, bem como a utilização da hidrovia e ferrovia para outros fins. Também deve ser estudada a viabilidade para o transporte de açúcar a granel sólido por vias férreas e fluviais.
Se levado via dutos, o álcool economizará U$16 por metro cúbico transportado.
Por isto, o assunto deve ser bastante discutido e servir de base para que outros segmentos estudem a viabilização do escoamento de seus produtos por meios mais econômicos, menos poluidores e que gere no país uma tendência de desafogamento das rodovias, políticas ecologicamente mais corretas e que fomentem o investimento infra-estrutural.
Escrito por Mário Castro às 12h21
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De caso pensado

Como todos já sabemos, a cúpula do PT traçou e pôs em pratica um grande esquema para se estabelecer no poder. Desde o começo do mandato do Presidente Lula o objetivo era este. Daí o mensalão e tantos outros artifícios que vêm sendo revelados.
Agora, o que mais colaborou para que nosso Presidente tivesse todas as intenções de voto que tem, foi beneficiar os dois extremos da população: os mais ricos e os mais pobres.
Através de programas assistencialistas, ou melhor, de distribuição de dinheiro, o governo atingiu a grande massa – os mais leigos e necessitados, mas acima de tudo eleitores – e, também, os que vêem isto com bons olhos.
O outro extremo nunca esteve tão feliz, por isso os bancos estão batendo recorde atrás de recorde de lucratividade.
De um lado o poder do voto e de outro o poder econômico, uma combinação que poderia dar muito certo se não fosse o fato de vir à tona toda essa sujeira.
Através de uma mídia investigativa e persistente, a população tende a cada vez mais conhecer a realidade e - se Deus quiser - se conscientizar da situação.
Eu, como bom psciniano, ao invés desse esquema ilícito, no dia de minha posse diria a toda nação: “Estou assumindo o Governo com intuito de mudança e melhora. Mas, pra isso, preciso de mais de um mandato: um para consolidar a soberania do Estado e seus órgãos dentro e fora do país, – estando eles figurados à sua própria imagem e não a de seus representantes – além de planejar estrategicamente os passos da mudança para, no final deste período fazer as revoluções necessárias; o segundo serviria para adaptar e corrigir tudo o que necessário para um sólido e expressivo crescimento sustentável.”
Claro que isso para grandes e difíceis reformas, sem deixar a locomotiva pública parar. Enfim, de boas intenções o inferno está cheio. Se o objetivo era nobre não importa, nesse caso os fins não justificam os meios. Por isto os resultados das pesquisas
Escrito por Mário Castro às 12h20
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