
Represália
Mais uma vez, o Prefeito age de forma arbitrária como meio de querer mostrar seu poder. Ele, através do seu Secretário de Administração e seu Secretário de Negócios Jurídicos, quer impor suspensão aos funcionários municipais da Saúde que participaram da greve contra o término da jornada de 30 horas. Jornada esta que ele havia se comprometido a validar.
A leitura, que podemos fazer disto, é de que o Prefeito quer, assim, dar um castigo exemplar, além do intuito de desestabilizar e descredibilizar o Sindicato da categoria.
Sabemos que há muita políticagem quando a prefeitura trata assuntos que envolvem organismos representantes de classes, mas isto não justifica atitudes que desrespeitam a democracia e o funcionalismo público. Isto, pois, em sendo suspenso, o funcionário não trabalhará, gerando horas extras. Aqui está um paradoxo, e lhes esporei outro: a greve ainda nem foi julgada e, mesmo assim, a punição já veio.
Além do mais, estão sendo punidos duas vezes, pois os dias em que não trabalharam devido à greve, já lhes foram descontados. Uma terceira conseqüência deste ato de soberba, é fazer com que os punidos, também, percam o direito à licença prêmio, ou seja, uma folga qüinqüenal gozada pelos colaboradores municipais.
Contudo, o caso será levado até às últimas instâncias, pois sabe-se do direito de greve que o próprio estatuto do funcionário público subscreve e da legalidade de todo o ocorrido. É claro que, provavelmente, o caso se arrastará por algum tempo, já que estamos lidando com um Prefeito que, a meu ver, se acha a própria justiça, ou, senão, acima dela.
Escrito por Mário Castro às 12h08
[]
[envie esta mensagem]
[link]
|