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“Globarbarização”

 

Pegando um gancho no jargão utilizado pelo artista Tom Zé, a “globarbarização” ainda é tema de discussões, mesmo após vários anos desde seus primórdios. Claro que tudo tem seus prós e contras, mas devemos atentar quando a balança se desequilibra negativamente.

No que tange a tecnologia, comunicação, intercâmbio cultural, entre outros campos, essa arena global é fértil, produtiva e benéfica para o desenvolvimento. Mas, economicamente, favorece aos países mais desenvolvidos e abastados. Isto, pois, globalizar o mercado é colocar em concorrência economias separadas por anos luz de evolução e por abismos financeiros. Mesmo que medidas sejam tomadas para levar em conta o grau de desenvolvimento dos países e de suas economias, fica quase impossível o não favorecimento das, já, potências.

A ALCA, cujas negociações se arrastam desde 1994, pretende ser reinventada pelos Estados Unidos, mas, agora, sem o Mercosul, dividindo as Américas em dois blocos. Essa nova Área de Livre Comércio das Américas abrangerá desde o Canadá até o Chile, caso se confirmem pactos firmados com Peru, Colômbia e Panamá. O outro bloco, formado por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Venezuela e Bolívia – isto se paraguaios e bolivianos não escaparem desta cilada – estará sujeito aos mandos e desmandos de Hugo Chávez, que hoje faz campanha para se tornar presidente vitalício.

Este socialismo retrógrado que o presidente venezuelano quer implantar não é, nem de longe, a melhor maneira de proteger a integridade e os interesses nacionais frente aos impérios estrangeiros e a globalização. Pelo contrário.

Esta atitude americana, pode ser lida como resposta à ascensão dos governos populistas latino-americanos, que são chamados por Robert Zoellick – ex-funcionário do alto escalão do governo americano que está à frente deste novo Tratado – de pied pipers, que seria alguém como o flautista de Hamelin, que encantou os ratos com sua música levando-os para a morte. E são mesmo preocupantes as ações políticas destes, principalmente para nós, brasileiros, que já sofremos abusos e tivemos que engolir, graças a atuação inerte de nosso presidente aos fatos.

Contudo, a “globarbarização” está aí, com todos os seus frutos belos e podres. Só precisamos cuidar para que as partes podres não contaminem o todo.

 

                                                

 



Escrito por Mário Castro às 16h54
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Dor de insônia

 

O sono não vem.

Agora, escrevo porque minha cabeça dói.

Parece que escrevendo consigo tirar dela algum peso que a incomoda e não a deixa dormir: pensamentos, palavras; sons mudos que a afligem e a fazem doer pulsantemente dentro de minha caixa craniana tão apertada.

Transcorro linhas e linhas e, com elas, as dores vão se esvaindo, aos poucos. Mas, ao chegar ao final da última, percebo que apenas havia me distraído: as dores continuam.

Agora, paro de escrever porque minha cabeça dói.

E o sono...

Ainda não vem.

 



Escrito por Mário Castro às 08h38
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“O dia depois de amanhã”

 

Será que agora, com a superexposição através da mídia, iremos nos conscientizar e tomar medidas efetivas para frear o aquecimento global? É o que me pergunto vendo todos os meios de comunicação batendo na mesma tecla.

Não é de agora que os cientistas nos alertam para este fato, mas estamos chegando a um ponto crítico que, se não ousarmos tomar atitudes drásticas, nos levará a um caminho sem volta.

O processo de derretimento das geleiras pode se tornar irreversível, pois com o aumento do volume oceânico aumentará o acumulo de energia solar retido pelas águas e, mesmo que fizéssemos a temperatura do planeta diminuir, não conseguiríamos deter o desgelo.

Além disto, os cataclismos ambientais que têm acontecido: tsunamis, tornados e outras catástrofes ambientais, continuariam a nos afligir só que com maior freqüência e intensidade.

Espero que ao analisarmos esta delicada questão, o lado econômico-financeiro não se sobreponha, assim como aconteceu na não adesão dos Estados Unidos ao Protocolo de Quioto.

Façamos da Natureza nossa mãe, do verde a nossa cor e da conscientização a nossa bandeira; pela nossa vida e, principalmente, para que haja vida no futuro.

 



Escrito por Mário Castro às 14h20
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(Kandinsky: Estudar para compor 2)

 

2007

 

Creio que podemos acreditar que 2007 será um ano próspero para o Brasil e povo brasileiro. Com a reeleição do presidente Lula – mais amadurecido e calejado – devemos ter um ano de maior desenvolvimento em todas as áreas, mas principalmente no setor de infra-estrutura e transporte.

Já foi divulgado um grande investimento proveniente de uma parceria entre entidades particulares e o governo federal para melhorias e ampliações em rodovias, portos e também na malha ferroviária. A infra-estrutura funciona como propulsora para a economia, atraindo a abertura de novas empresas e a expansão das existentes: gerando empregos e fomentando o mercado nacional.

A única coisa que me preocupa é a segurança. Este ano começou bem violento e a cada dia vemos, lemos e ouvimos novos casos de barbáries.

Na educação – que é a base e a esperança da evolução do país – espero que tenhamos grandes avanços, não só colocando dois professores na pré-escola, mas aumentando a qualidade e criando formas de incentivar o ingresso e o emprenho das crianças nos estudos.

Contudo, acreditemos que este ano será nosso.

Pra frente Brasil!



Escrito por Mário Castro às 10h37
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O texto abaixo foi publicado no jornal Bom Dia de 03/01/07, em "Correspondências"

 

                      

                            O ano da Fênix

 

Me despeço deste ano como quem se despede da vida.

Uma carta suicida de alguém que se enterra com a virada.

Deixo pra trás tudo do nada que tive pro meu novo eu que surgirá: das cinzas ao fogo, da águia a fênix. Mutação evolutiva.

Renasce em mim e de mim um outro – que sou eu – mas de mim não tem nada.

Tão diferente nos defeitos, mas tão igual nas qualidades.

Dos cacos e escombros me refaço, mantendo intactas minhas virtudes. Os erros e defeitos aniquilados guardo apenas na lembrança, como forma de aprendizado.

A cada fim de ano uma morte. A cada novo ano outra vida.

Como sou único, tenho que morrer para poder me perpetuar. Para renascer diferentemente idêntico.

Contudo, a máxima já dita é fato e única: temos que mudar muito para continuar sendo os mesmos.

Feliz ano novo, feliz vida nova.

Um brinde a todas as fênix como eu.



Escrito por Mário Castro às 14h13
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