Na falta do que fazer, inventei a minha liberdade
   
 
 

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(Fran von Stuck: Beijo da Esfinge)

 

Voz da alma

 

Uma voz...

Que ouço às vezes sem saber

Uma voz...

Que tem o som do bem querer

Uma voz...

Que muda meu destino e que me leva pra você

 

É a voz da alma

Que inunda minha boca

Que transborda os sentimentos

Que me faz te deixar louca

 

Voz emotiva

Que vem em forma de canção

Que não cala e não dá trégua

E canta em coro ao coração

 

Seu som é mudo

Mas ensurdece a qualquer um

Grita forte e entoa alto

Essa canção tão incomum

 

Descompassado

Coração não dá sossego

Pula e pulsa no meu peito

Se arrebenta, eu tenho medo

 

Paixão antiga

Foi o que me deixou assim

Machucado e arrependido

Agora eu vou até o fim

 

Não dá mais

Me perdoa por favor

Corro o mundo, largo tudo

Só não vivo sem você:

Meu amor...



Escrito por Mário Castro às 13h57
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(Salvador Dali: Jovem virgem sodomizada por sua própria castidade)

 

Desejo doloso

 

Vem, me usa.

Faz de mim o que quiser.

Se aproveita de mim enquanto puder.

 

Vem, me abusa.

Derrama sobre mim o fel doce e proibido.

Me lambe com as mãos e me desperta a libido.

 

Vem, sem recusa.

Que te quero assim pra mim: louca.

Grita de prazer até que sua voz suma rouca.

 

Vem, sem blusa.

Me sacia de você com teu jogo de sedução.

Que eu passeio por teu corpo ardente de tesão.

 

Vem, me acusa.

Que sou culpado pelo pecado da carne.

E, mais ainda, por querer que em ti meu filho encarne

 



Escrito por Mário Castro às 15h05
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Maioridade Penal

 

O Brasil, em sua real conjuntura, não necessita discutir a redução etária da maioridade penal. Os motivos? Pode ser pelo fato de apenas 1% dos homicídios dolosos (com intenção), 1,5% do total de roubos – maior motivo de internação na Febem – e 2,6% dos latrocínios (roubo com a morte da vítima), terem a participação de menores de 18 anos. Por outro lado, de acordo com o IBGE, essa faixa etária representa 36% da população. Ou seja, essa necessidade não existe e poderia inchar ainda mais nosso sistema carcerário juvenil, que não cumpre a coisa mais importante a que se propõe: a recuperação para posterior ressocialização do menor. O país deveria discutir, por exemplo, a implantação do estudo e do trabalho obrigatório em todas as nossas penitenciárias e Febens. Isto, sim, seria uma ótima medida para que o detento contribuísse de alguma forma para sua regeneração e para com a sociedade, além de não ter tempo para arquitetações, pois, como diz o ditado, mente vazia é oficina do Diabo. Um exemplo que podemos ter da não eficiência da redução da maioridade penal é o da Espanha, que reduziu a sua para 14 anos e, assim, teve um aumento da criminalidade por parte dos jovens e voltou atrás. Contudo, isto foi colocado em pauta pelo fato recente e assombroso do menino João Hélio. Mas é mais uma medida populista e que não resolverá nossos problemas. Educação é a chave.



Escrito por Mário Castro às 15h03
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                               Janaína

 

Beleza nua de contornos tão leves, imperfeitos e lindos

Assim como a areia fina imita a cor da tua pele

Céu e mar se confundem em um único azul da cor dos teus olhos

A brisa tem o frescor do teu hálito úmido e quente

Como os cumes altos da serra no horizonte deste cenário

Tuas protuberâncias vistosas ascendem ao infinito

 

Personificação da beleza moldada em carne e osso

Tua voz se faz como o som de tuas águas

Variando entre cristas e vales de uma mesma onda mansa

Teu canto, sereia, chega às minhas conchas e me perco

Confuso entre as correntes: ora frias, ora quentes de teu amor

Navego sem bússola em tua direção, meu Cruzeiro do Sul

 

Tu és, como somos, fruto do teu lugar

Não poderias vir de outro lugar senão daqui

Deste remanso pitoresco, marejado e salgado

Destas águas ondeantemente turvas e calmas

Onde repouso e amanheço embalado por teu vai-e-vem

Onde nasço e morro a cada reencontro

 

Eu me entrego em oferenda a ti, ó iemanjá

Ou me carregue para suas profundezas,

Ou me deixe padecer em tua praia

Mas me afogue

Pois não suporto a idéia de não seres minha

Tu és praiana



Escrito por Mário Castro às 12h18
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