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(Salvador Dali: Maelstrom)

 

A internet une ou afasta pessoas?

 

O e-mail – ou correio eletrônico – é um meio de comunicação muito eficiente e, até, necessário nos dias de hoje. Recebemos muitos e muitos e-mails diariamente, sobre os mais variados assuntos; de empresas, pessoas, conhecidos, anônimos – seja lá de quem for.

O fato é que o e-mail – no que tange o lado pessoal – é um meio de comunicação apenas na teoria. Na prática serve para transmitir mensagens que vem e vão carregando conteúdos que, na maioria das vezes, são repassados de outrem. Apesar de tantos e-mails e de recebê-los de tantas pessoas conhecidas, a impessoalidade que esse correio trás consigo é incrível.

Poderíamos criar três pastas para guardar todos os nossos e-mails: uma de propagandas; outra de vírus e pessoas querendo furtar dados e senhas; e a última para guardar as correntes – aquelas com slides, geralmente sobre fé ou auto-ajuda – que se você não repassar para “trocentas“ pessoas irá morrer em poucos dias, mas, se o fizer, tudo que você pensar naquele momento se realizará. O pior é que esse tipo de mensagem é a mais impessoal das três. Pois as propagandas e os estelionatários virtuais, pelo menos, têm o capricho de colocar o nosso nome no texto. É por isso que quando enviamos uma mensagem dessas nem esperamos resposta. No máximo aquela automática de aviso de recebimento.

 Como temos muitas informações no mundo digital, e como temos pouco tempo e um pouco corrido, só lemos e repassamos o que nos vem – ou escrevemos, no máximo, um: “Vale à pena ler.” – ou um: “Este funciona mesmo!”; já que iremos reenviá-lo para outro punhado de gente, a impessoalidade se propaga.

Passo o dia verificando meu correio para ver se existe alguma mensagem destinada a mim e não encontro. A “Caixa de Entrada” cheia e nenhum e-mailzinho pra mim. Todos destinados ao meu e-mail, mas nenhum pra mim.  

Mesmo textos como este, que podem trazer divergências, são apagados, ou lidos e apagados, mas, raramente respondidos. Se aquilo te toca de alguma forma você terá vontade de dizer: - É verdade. – ou quem sabe um: - E não é que funciona mesmo! – pelo menos pra quem te enviou aquilo. Pois muitas das mensagens que circulam através de e-mails são boas: às vezes de escritores famosos; e o tempo que se gasta para escrever uma só frase dirigida à Pessoa remetente é ínfimo perto do tempo que gastamos com nada em frente ao computador. E mesmo assim não o fazemos.

Precisamos humanizar nossas relações. Já não temos quase tempo para encontros e conversas demoradas; ou temos, mas estamos longe daquela pessoa com qual gostaríamos de conversar. Por que não o e-mail? Talvez seja pelos vários sites de relacionamento que existem. Pode ser. Mas, mesmo assim, acho que o e-mail é mais direto, mais pessoal. Ainda prefiro a velha e boa romântica carta manuscrita, mas no dia-a-dia o e-mail a substitui e, pra mim, com o mesmo sentimento e pretensão de uma epístola.

Por essas e outras que me pergunto – como se perguntam alguns outros preocupados:

– A internet une ou afasta pessoas?



Escrito por Mário Piccarelli às 15h10
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(Tsutomu Kojiri: Reminescência)

 

Reminiscência

Quero ser lembrado como um todo:

Por cada passo certo,

Por chegar, talvez, tão perto

Do ápice ou do lodo.

 

Meu espasmo de sensatez –

Minha loucura sensata,

Ou minha qualidade inata –,

Só quero que ecoe cortês.

 

Pois, agora, vos digo e me desfaço em féculas:

Aos que viram meu parto,

Aos que choram agora que parto,

Me parto em moléculas.

 

Do barro, o grão;

Do ar, o oxigênio;

Mas que eu dure mais de um milênio,

Provando que nada foi em vão.



Escrito por Mário Piccarelli às 08h33
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            Pedra Preciosa

 

Não sei se quero a paz de um sono,

Ou se quero o sono-da-paz;

Só, quero ser sem-dono,

Um volátil viageiro fulgaz.

 

Percorrendo as trilhas do destino,

Meu engano se desfez em verdade;

Relutei, meu cruel desatino,

Em extirpá-la da minha saudade.

 

Hoje, é rúbea a pedra que trago,

No peito, e que um dia foi bruta;

Segui o conselho de um mago:

O que lapida é o que não se refuta.

 

Verdades se fazem em mim,

Exagero o tudo que sou;

Enalteço o Ser sem fim

Derramando nos outros que estou.

 

Me liberto deste mundo

Me prendendo a você,

Mergulhando no cosmos profundo

Da interioridade do teu por quê.

 

Minha veia – minha Láctea –,

Minha verdade forense,

Em meu escuro és minha réstia.

Rubi, a mim você pertence.

 

 

       



Escrito por Mário Piccarelli às 09h53
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A todos os que me visitam, mas, principalmente àqueles que me conhecem, lhes contarei minha última ARTE.

 

O fato se deu na última Festa Junina da UNILAGO, faculdade que curso, dia 15/06/2007.

         Mas, voltando um pouco no tempo, a idéia me surgiu no dia em que anunciaram pela primeira vez em nossa sala que haveria a Festa. Eu disse, na hora e nem sei por que - sei que por empolgação, mas o que me empolgava para essa festa eu não sei -, a seguinte frase: - Na festa, vou pular a fogueira dando cambalhota! E o pior é que cada vez que se falava da bendita Festa eu lembrava e voltava a dizer a todos - pra falar a verdade, alguns, só, mais chegados - que iria pular a fogueira dando cambalhota.

         Dia vai, dia vem, e o dia da Festa Junina chegou. Cheguei cedo à faculdade e logo encontrei alguns no bar em frente. Começamos a bebericar e, dalí a pouco, após uma "pequena" fila, chegamos à Festa. Vários conhecidos, quase todos já desinibidos, dançavam e dançávamos; alguns comiam, bebiam, conversavam apenas. Estava tudo uma maravilha e a festa se ia, noite adentro. Banda, quadrilha, fogos, fogueira... - Opa..., fogueira! Quase que ia me esquecendo. Falei pra um e pra outro: - Vamos lá que vou pular a fogueira. Ninguém me incentivou; Pelo contrário, rolou até uns: - Para, Marião! - ou - Desencana! Bom, eu tinha me repetido tantas e todas as vezes que se falava da Festa Junina que faria aquilo que, por mais que alguém me pudesse fazer enxergar o quão sem sentido era aquilo, ou do perigo - se bem que pequeno, pois a fogueira já era só um braseiro -, não adiantava. Eu queria! Como eu havia prometido a mim mesmo e não sei por que, eu queria e iria pular aquela fogueira!

         Eu estava indo, mesmo sem ninguém para ver ou registrar aquele momento. Voltei e pedi ao Roni, meu amigo - que também relutava em me dar apoio, mesmo sabendo e ouvindo a tanto tempo que eu iria pular a bendita fogueira -, que viesse, pelo menos, me filmar, pra eu poder guardar e mostrar àqueles que subestimam.

         Consegui! Ele e a Joyce, sua namorada, me fizeram a honra de platéia. Me posicionei a alguns metros da fogueira e corri em direção a ela. Bati pela última vez o pé direito no chão, bem próximo às brasas, e saltei. Voei por sobre a fogueira e cai rolando em cambalhota do outro lado.

         - Ahá, consegui! Enfim pulei a fogueira dando cambalhota!

         Quem me dera ter parado por aqui. Na empolgação - olha a tal da empolgação aí de novo me botando em roubada -, logo depois da cambalhota me virei e, sem pensar, corri para pular a fogueira novamente. Só que desta vez eu estava mais perto dela. Corri, e após bater o pé esquerdo no chão, pela última vez, próximo a fogueira - reparem que agora foi o pé esquerdo - eu saltei.

         De novo, voei por sobre a fogueira. Nesse ínfimo espaço de tempo: entre o saltar com o pé esquerdo e o voar, é que tive a certeza de que eu tinha feito alguma coisa errada. Sempre dou essas cambalhotas, mas, pulando e rolando com base em meu lado destro.

         Enfim, caí do outro lado da fogueira fazendo o rolamento e já saí em pé. Vibrando e pulando e brincando. Saímos: eu o Roni e a Joyce, em direção ao estacionamento. Íamos dalí para outra festa junina, mas, eu, deixando os dois sem entender, disse que iria pra casa. Saí direto para o hospital. Eu tinha quebrado a clavícula naquele segundo salto. E cá estou eu, escrevendo minha façanha a quem quiser ler e ver. É, sim, ver. Lembram que o Roni voltou foi pra gravar pra mim? Então, o link do vídeo está aqui em baixo para vocês verem.

Não tem aquele ditado: "Prefiro me arrepender do que fiz, e não do que deixei de fazer." Esse sou eu: nem louco, nem normal, apenas o Mário.

 

Abraço a todos.

E podem dar risada...

Fazer o que, né?

 

Vejam o vídeo: http://www.youtube.com/watch?v=3_NqPQDOUBQ (YouTube)

 



Escrito por Mário Piccarelli às 01h40
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Arte.

 

A arte se manifesta de várias formas possíveis e inimagináveis. Geniosidades em campos nunca dantes navegados se despontam em artes. Gênios! Por fazerem coisas excepcionalmente únicas e inatas, como que se já soubessem daquilo mesmo antes de sabê-lo. Dom! Mas, e todo o resto? Esforço, dedicação, estudo, cultura, saberes, antepassados, ícones, símbolos, referências? Será que já se nasce com isso tudo também? – Ora, pois, somos frutos do meio, e o meio de hoje já nos foi o início de algo.

O que meu português quer dizer é que, se a experiência vivida é repassada através dos tempos e dos meios, somos sempre o final, a conseqüência, o reflexo, o resto, a criatura órfã. Somos, em arte, tudo que já se foi até agora, até a última arte. Não a última produzida, mas a última vista, a última que se parou pra refletir. Isto é o que nos falta: parar pra refletir. Não só sobre aquela arte, mas, sobre a Arte: fonte e expressão cultural, indelevelmente perpétua, aglutinadora e remodeladora de pré-conceitos, preceitos e conceitos, mas, sem preconceitos.

Por isso e por tudo é que devemos ser instigados, desde sempre, e cobrados, pra sempre, a sermos arteiros e, assim, quiçá nos tornarmos artista. Faça arte.

Acabo aqui e vos deixo: A arte é a fuga da realidade, para que voltemos à realidade através do sonho; ou, segundo Gandhi, “A arte da vida consiste em fazer da vida uma obra de arte”.



Escrito por Mário Piccarelli às 12h41
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Pense, leia!

 

Pensemos o quanto é intrigante o pensar:

O pensamento é uma voz muda que se propaga em nosso cérebro, através de ondas eletromagnéticas neuróticas, e que ouvimos sem a ouvirmos e sem ela ser verbalizada, ou oralizada. O fato é que a ouvimos, e em voz. Para mim, a voz é indecifrável. Não sei se de mulher, se de homem. Penso ser a minha – eu sei que é a minha, a do meu pensamento –, digo, da minha própria voz, a que se faz pelas cordas vocais – ou não, se já foram extraídas –, a que sai pela boca (ah, e pelo nariz). Aquela mesma voz que se ouve quando lê um livro: com os olhos, sem a boca (sem o nariz). Que voz é essa, ou melhor, aquela. Não! É esta voz. Esta que está escutando agora, lendo. Mas, é aquela também. Aquela te que falou enquanto lia isto. Não a voz que lia, mas a voz do pensamento, pois a leitura, seja ela sobre o pensamento ou não, nos faz pensar.

Por isso pense, leia.

 

PS: Preciso de um transcritor de pensamentos.



Escrito por Mário Piccarelli às 14h35
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Me desculpem a ausência. Tenho tido pouco tempo para escrever. Mas, espero voltar a produzir logo. Àqueles que costumam me visitarem sempre: não desanimem; àqueles que vem às vezes: voltem sempre; e àqueles que me fazem a primeira visita: salvem a página nos favoritos e não se esqueçam de acessá-la.

Abraço a todos.



Escrito por Mário Piccarelli às 22h57
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